Arquitetura do PlayStation evolui com apoio da AMD, mas tecnologia ainda não tem data para chegar
A Sony já começou a desenhar o próximo salto tecnológico para seus consoles, e ele pode mudar completamente a forma como os jogos são percebidos em termos de desempenho. Em entrevista para Digital Foundry, Mark Cerny confirmou que a empresa está trabalhando na implementação de geração de frames baseada em inteligência artificial para futuras experiências no ecossistema PlayStation.
A tecnologia, que já vem ganhando espaço no PC, permite criar quadros intermediários entre frames renderizados, elevando a fluidez visual sem exigir proporcionalmente mais do hardware. Em termos práticos, isso significa que um jogo rodando a 30 FPS pode aparentar 60 FPS — ou até ultrapassar 120 FPS em cenários mais avançados.
Uma peça que ainda falta no quebra-cabeça do PS5 Pro
Com o avanço do PSSR no PlayStation 5 Pro, a Sony já deu um passo importante no uso de reconstrução de imagem via IA. Jogos como Resident Evil Requiem e Marathon demonstram como a tecnologia pode melhorar resolução e estabilidade.
No entanto, ainda existe uma lacuna evidente: a ausência da geração de frames. Esse recurso é considerado crucial especialmente para reduzir problemas como stuttering e oscilações de desempenho, pontos sensíveis mesmo em hardware mais potente.
Rumores recentes chegaram a sugerir que a Sony estaria evitando deliberadamente essa tecnologia. Mas, segundo Cerny, a realidade é outra: trata-se apenas de uma questão de maturidade e timing.
Projeto Amethyst e parceria com a AMD
A base desse avanço está no chamado Projeto Amethyst, uma colaboração direta com a AMD. A ideia é desenvolver soluções conjuntas que elevem significativamente o desempenho gráfico dos consoles.
Segundo Cerny, a futura geração de frames nos consoles PlayStation terá ligação direta com tecnologias como o FidelityFX Super Resolution, especialmente sua vertente mais moderna. Ele destacou que o progresso tem sido positivo e que uma biblioteca dedicada a esse recurso deve chegar “em algum momento” às plataformas da marca.
Em outras palavras: a tecnologia está em desenvolvimento ativo, só ainda não está pronta para estrear.
Sem pressa: nada previsto para 2026
Se por um lado a confirmação anima, por outro Cerny tratou de frear expectativas. O executivo deixou claro que não há novos lançamentos relacionados a essa tecnologia previstos para 2026, indicando que a Sony prefere lapidar a solução antes de colocá-la nas mãos do público.
Isso também levanta uma dúvida estratégica importante: a geração de frames chegará como uma atualização para o PlayStation 5 Pro ou será um dos pilares do futuro PlayStation 6? Por enquanto, essa resposta permanece em aberto.
PSSR evolui com base no FSR Redstone
Durante a entrevista, Cerny também comentou sobre a evolução do PSSR, que agora passa a utilizar fundamentos do chamado FSR Redstone — nome interno associado à próxima geração da tecnologia da AMD.
Ele reforçou que o desenvolvimento é conjunto e que a Sony está profundamente familiarizada com essa base tecnológica, o que deve garantir avanços consistentes nos próximos anos.
E os rumores? Nem tudo é real
Por fim, Cerny abordou especulações recentes envolvendo patentes relacionadas ao uso de IA com qualidade variável. Apesar de confirmar que a Sony pesquisa constantemente novas aplicações de machine learning, ele deixou claro que essas ideias não fazem parte do atual escopo do Projeto Amethyst.
O futuro da performance está sendo redesenhado
A mensagem que fica é direta: a Sony não está ignorando a geração de frames, está apenas escolhendo o momento certo para usá-la. E quando isso acontecer, pode redefinir o padrão de fluidez nos consoles.
Resta saber se essa revolução vai chegar ainda nesta geração… ou se será o verdadeiro cartão de visita do próximo PlayStation.
Fonte: Digital Foundry
