A franquia Like a Dragon sempre equilibrou drama intenso, combates viscerais e uma dose generosa de bizarrice, mas Pirate Yakuza in Hawaii leva essa identidade para novos mares. O jogo traz um Majima como nunca vimos antes, com um sistema de combate reformulado, exploração em alto-mar e uma nova camada narrativa, onde acompanhamos um Mad Dog sem memória vivendo uma jornada pirata.
Apesar de ser uma experiência diferente dentro da série, Pirate Yakuza in Hawaii mantém a continuidade dos eventos de Like a Dragon: Infinite Wealth, deixando claro que a história de Majima ainda não terminou.
De amnésico a Capitão Pirata
O jogo começa com Majima sendo resgatado na Ilha Rich por Noah, um garoto carismático que rapidamente se apega ao ex-yakuza. Sem memória de seu passado, Majima aos poucos se vê envolvido em uma aventura de caça ao tesouro, enquanto tenta descobrir quem realmente é.
O grande mistério gira em torno do tesouro lendário Esperanza, um prêmio cobiçado por piratas e criminosos de todos os tipos. Durante a jornada, Majima forma sua tripulação e assume o comando do Goromaru, seu navio, explorando as ilhas do Havaí e enfrentando desafios tanto em terra quanto no mar.
Diferente dos títulos principais, onde os conflitos entre famílias yakuza são o foco, aqui a narrativa se desenvolve mais como uma aventura de exploração e sobrevivência, com Majima tentando entender sua nova realidade enquanto lida com figuras excêntricas e piratas brutais.
Combate: O mais rápido e moderno da série
O jogo retorna ao combate de ação e o aprimora com um sistema mais fluido e veloz do que nunca. Majima conta com dois estilos de luta:
- Mad Dog – Seu estilo clássico, rápido e brutal, utilizando golpes acrobáticos e ataques com faca.
- Sea Dog – Um estilo pirata, com duas espadas, pistolas e até invocações de armas amaldiçoadas.
A maior novidade é o Chain Hook, que permite puxar inimigos e fazer combos aéreos, trazendo um novo nível de mobilidade para o combate. Além disso, os Heat Moves continuam exagerados e brutais, mantendo a identidade da série.
Batalhas Navais: Simples, mas divertidas
Uma das maiores novidades do jogo é o combate naval, mas ele segue um estilo mais arcade do que estratégico. O sistema é simples, focando em diversão com canhões laterais, metralhadoras frontais, aríetes e lança-foguetes.
O diferencial está na customização das armas, permitindo modificar os canhões para disparar lasers, projéteis flamejantes e outras variações bizarras. Embora não tenha a profundidade de jogos especializados em batalhas navais, como Assassin’s Creed IV: Black Flag, o sistema é funcional e encaixa bem dentro do tom do jogo.
Exploração e Locais: Honolulu, Madtlantis e mais
O mundo do jogo é composto por ilhas exploráveis, cada uma com suas peculiaridades:
- Honolulu: A principal cidade do jogo, repleta de lojas, minigames e missões secundárias.
- Madtlantis: Uma ilha sem lei dominada por piratas e lar do Coliseu dos Piratas, onde ocorrem desafios brutais.
- Ilha Rich: O ponto de partida da jornada, onde Majima conhece Noah e começa sua nova vida como pirata.
- Ilhas menores: Espalhadas pelo mapa, servem para caça ao tesouro e desafios opcionais.
A ambientação mistura elementos clássicos da pirataria com tecnologia moderna, resultando em um universo peculiar e autêntico dentro da série.
Missões Secundárias e Minigames: A alma do jogo
Como todo Like a Dragon, Pirate Yakuza in Hawaii brilha em seus conteúdos secundários, trazendo uma variedade de atividades para distrair do enredo principal.
O jogo traz de volta alguns minigames populares de Like a Dragon: Infinite Wealth, como:
- Entrega Maluca – Um jogo de entregas em alta velocidade.
- Bonde Fotográfico – Onde Majima deve capturar momentos perfeitos em um bonde em movimento.
Também temos clássicos da franquia Yakuza, como:
- Máquina de UFO Catcher.
- Arcades da SEGA.
E novos minigames exclusivos, como:
- Baseball com Explosivos Piratas – Onde você rebate bombas ao invés de bolas normais.
Além disso, o jogo introduz um sistema de Caçador de Recompensas, onde Majima pode derrotar inimigos perigosos pela cidade para ganhar prêmios e dinheiro extra.
O Coliseu dos Piratas: Um desafio obrigatório, mas repetitivo
O Coliseu dos Piratas em Madtlantis é uma arena onde Majima pode enfrentar inimigos em batalhas de sobrevivência. O grande atrativo aqui são as lutas desafiadoras contra múltiplos oponentes, permitindo testar todas as mecânicas do jogo.
No entanto, depois de um tempo, as lutas começam a ficar repetitivas, especialmente se o jogador quiser completar todas as batalhas disponíveis. O grande objetivo do Coliseu é enfrentar Amon, um chefe secreto que aparece na série Yakuza como a luta final mais difícil após completar tudo.
Amon já fez aparições semelhantes em outros jogos da franquia, como:
- Yakuza 0 – Onde enfrentamos dois Amons (um com Kiryu e outro com Majima) após completar 98 missões secundárias.
- Like a Dragon Gaiden – Sendo o último inimigo do Coliseu.
Aqui em Pirate Yakuza in Hawaii, Amon é desbloqueado após vencer todas as lutas do Coliseu, o que pode se tornar um processo cansativo para quem busca o troféu/achievement de derrotá-lo.
Conclusão: Vale a Pena?
Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii é uma das experiências mais ousadas e inovadoras da série. Com um combate moderno e veloz, um mundo rico em exploração e atividades secundárias viciantes, o jogo entrega uma aventura divertida e cheia de personalidade.
Os maiores acertos do jogo são a evolução do sistema de combate, a exploração variada e o tom único da narrativa. No entanto, o preço elevado para um jogo de menor duração pode ser um fator negativo para alguns jogadores.
A trama mantém a continuidade da franquia, deixando espaço para futuras expansões ou sequências. Se você é fã da série, este é um jogo obrigatório. Se nunca jogou um Like a Dragon, Pirate Yakuza in Hawaii ainda é uma excelente porta de entrada para o universo caótico e apaixonante da franquia.
Fiz um vídeo mostrando toda minha trajetória para platinar este game, confira: