Mudança de comando em Assassin’s Creed Hexe: Diretor deixa a Ubisoft para focar no cenário indie

Mudança de comando em Assassin’s Creed Hexe: Diretor deixa a Ubisoft para focar no cenário indie

Saída de Benoit Richer em meio à produção gera reformulação na liderança do projeto mais sombrio da franquia até agora


A produção de Assassin’s Creed Hexe atravessa um momento de transição interna profunda com a saída de Benoit Richer, que atuava como diretor do título. Através de um comunicado em sua rede social profissional, Richer revelou seu desligamento da Ubisoft para integrar a Servo Games, um estúdio independente recém-fundado. O movimento ocorre em um intervalo de apenas dois meses após a despedida de Clint Hocking, veterano da marca e então diretor criativo do projeto, consolidando uma troca completa no comando principal de um dos pilares da próxima fase da saga dos assassinos.

A trajetória de Richer na Ubisoft foi marcada por projetos de escala massiva. Antes de assumir a liderança de Hexe, o desenvolvedor assinou a direção de Batman: Arkham Origins e desempenhou papel crucial como codiretor de Assassin’s Creed Valhalla, o título de maior arrecadação na história da franquia. Sua saída representa a perda de um pilar técnico experiente no desenvolvimento de mundos abertos, justamente em um momento em que a empresa busca redefinir o tom e a estrutura de suas narrativas de longo prazo.

Para mitigar o impacto dessas baixas, a Ubisoft apostou na prata da casa ao convocar Jean Guesdon para assumir a direção criativa. Guesdon é uma figura histórica para a comunidade, tendo capitaneado títulos divisores de águas como Assassin’s Creed Black Flag e Assassin’s Creed Origins. Em declarações recentes, o novo líder criativo sinalizou que o projeto não perderá sua identidade original, prometendo uma experiência voltada para o terror e para uma narrativa densa, focada em um período de transição histórica turbulento.

Embora a troca de liderança possa sugerir instabilidade, os fundamentos de Assassin’s Creed Hexe permanecem intactos. O jogo, que se distancia da aventura épica tradicional, mergulhará nos julgamentos de bruxas da Europa do século XVI. A proposta é entregar um RPG com atmosfera visceral e sombria, explorando um cenário de paranoia e misticismo que foge do padrão solar dos capítulos anteriores. Com a chegada de Guesdon, a expectativa do mercado é de que o projeto ganhe a coesão necessária para entregar a reformulação temática que a Ubisoft prometeu aos fãs.

Fonte: GamesRadar