Após testar o N5, minha opinião foi bem positiva sobre o mesmo no PC e PlayStation 5
Se tem uma coisa que eu sempre levo em consideração quando vou escolher um controle novo é o equilíbrio entre tecnologia, autonomia e preço. Nem sempre dá pra ter tudo isso junto, principalmente quando a gente olha para modelos mais acessíveis. Foi justamente por isso que o QRD Spark N5 me chamou atenção, porque ele tenta entregar um pacote bem completo sem pesar tanto no bolso — e, no geral, eu acho que ele consegue. Um dos pontos que mais me agradaram foi a presença da tecnologia Hall Effect nos analógicos. Pode parecer um detalhe técnico à primeira vista, mas na prática faz bastante diferença. Em vez de usar componentes mecânicos tradicionais, ele utiliza sensores magnéticos, o que praticamente elimina o risco de drift ao longo do tempo. Pra quem joga com frequência, isso é um baita diferencial, porque aumenta muito a vida útil do controle e evita aquela frustração de precisar trocar ou consertar depois de alguns meses de uso.
Além disso, o controle traz alguns recursos extras que ajudam a deixar a experiência mais completa. Ele conta com botões traseiros programáveis, o que é ótimo principalmente em jogos competitivos, onde cada milissegundo pode fazer diferença. Também tem iluminação RGB e ajustes de vibração, que apesar de não serem essenciais, ajudam a dar um toque mais moderno e personalizável ao controle. São detalhes que mostram que ele não foi pensado só como uma opção básica.
No uso diário, a bateria também cumpre bem o papel. Ele aguenta sessões relativamente longas sem precisar recarregar, o que já é suficiente pra maioria dos jogadores. Não é aquela autonomia absurda que você vê em alguns modelos mais caros, mas é consistente o bastante pra não atrapalhar. Dá pra jogar tranquilo por várias horas seguidas sem ficar preocupado em conectar o cabo no meio da jogatina, e isso já resolve grande parte das necessidades.
Outro ponto que, pra mim, pesa bastante a favor é a versatilidade. O Spark N5 funciona em diferentes plataformas, incluindo PC, celulares e consoles compatíveis, o que torna ele uma opção bem prática pra quem não joga só em um lugar. Hoje em dia é comum alternar entre plataformas, e ter um controle que acompanha isso sem dor de cabeça é uma vantagem enorme. Ele acaba virando uma solução única para vários cenários.
Claro que existem algumas limitações. O acabamento, por exemplo, não é o mais premium possível, e dá pra perceber que houve um corte de custos em alguns detalhes. Alguns botões também poderiam ter um feedback melhor. Mas, sinceramente, eu não vejo isso como um problema grave quando considero o conjunto completo. São pontos que existem, mas que não chegam a comprometer a experiência de forma significativa.
No fim das contas, o que mais me agrada no QRD Spark N5 é justamente a proposta dele. Ele não tenta competir diretamente com controles topo de linha em termos de luxo ou construção, mas entrega recursos que realmente importam no uso real. A presença do Hall Effect, a boa autonomia, a compatibilidade ampla e os extras fazem com que ele se destaque dentro da sua faixa de preço.
Pra mim, ele é aquele tipo de produto que faz sentido de forma prática. Não é perfeito, mas entrega mais do que o esperado, e isso acaba fazendo dele uma das opções mais interessantes quando o assunto é custo-benefício. Se a ideia é ter um controle versátil, durável e com tecnologias modernas sem gastar muito, eu acho que o Spark N5 cumpre muito bem esse papel.
Agradecimento a QRD por fornecimento do controle para testes.
