Diretor explica decisões de design, fala sobre rejogabilidade e detalha como o jogo lida com seus protagonistas
Resident Evil Requiem, próximo capítulo principal da franquia da Capcom, continua revelando detalhes importantes de sua estrutura. Em entrevista recente, o diretor Koshi Nakanishi comentou tanto sobre os planos para o conteúdo após o término da história quanto sobre a ausência de um recurso bastante conhecido pelos fãs da série.
De acordo com Nakanishi, o jogo contará com conteúdos de endgame, pensados para manter o interesse do jogador mesmo após os créditos finais. Embora o diretor tenha evitado entrar em detalhes específicos, ele deixou claro que a equipe está desenvolvendo sistemas que incentivem a rejogabilidade, algo considerado essencial para um título numerado da franquia. A proposta é oferecer desafios e experiências adicionais que ampliem a vida útil do jogo sem comprometer o ritmo narrativo da campanha principal.
Um dos pontos mais comentados da entrevista, no entanto, foi a decisão de não incluir um sistema de troca direta de itens entre os protagonistas, mecânica presente em capítulos anteriores da série. Segundo Nakanishi, essa possibilidade chegou a ser considerada durante o desenvolvimento, mas acabou sendo descartada por questões de design e clareza.
O diretor explicou que a troca direta exigiria que o jogador acompanhasse informações complexas de inventário entre personagens distintos, o que poderia quebrar a imersão e reduzir a tensão. Em um jogo de terror, onde o foco está no medo, na atenção constante e na sensação de vulnerabilidade, esse tipo de sobrecarga cognitiva foi visto como contraproducente.
Em vez disso, Resident Evil Requiem aposta em uma interação indireta entre os protagonistas. O mundo do jogo reage às ações realizadas por cada personagem: áreas exploradas anteriormente podem apresentar mudanças quando revisitadas, itens deixados para trás continuam ali, e inimigos que não foram eliminados permanecem ativos. Essa abordagem cria uma sensação de continuidade e consequência, reforçando a ambientação e o peso das decisões do jogador.
Para Nakanishi, esse sistema oferece um equilíbrio melhor entre complexidade e imersão. Ele mantém a conexão entre os personagens sem exigir que o jogador gerencie múltiplos inventários de forma simultânea, preservando o ritmo e a tensão que definem a identidade da franquia.
Com isso, Resident Evil Requiem se posiciona como um jogo que respeita o legado da série, mas não hesita em revisar mecânicas tradicionais quando elas entram em conflito com a proposta central da experiência. A promessa de conteúdo pós-história, aliada a decisões de design mais focadas em atmosfera e impacto narrativo, indica que a Capcom busca entregar um capítulo robusto tanto para veteranos quanto para novos jogadores.
Mais detalhes sobre os modos adicionais e sistemas de endgame devem ser revelados à medida que o lançamento se aproxima.
Resident Evil Requiem lança em 27 de fevereiro de 2026 para PS5, Xbox Series X/S, Switch 2 e PC.
Fonte: Famitsu
