Review – Call Of Duty Black Ops 6: Quinta Temporada

Review – Call Of Duty Black Ops 6: Quinta Temporada

A quinta temporada de Black Ops 6 chega em um momento delicado para a franquia Call of Duty, especialmente com o foco em conteúdos que tentam equilibrar nostalgia, inovação e monetização, mas que frequentemente caem em padrões repetitivos. Anunciada para 7 de agosto, ela promete atualizações em todos os modos – multiplayer, zombies e Warzone –, mas revela uma mistura de acertos pontuais e decisões questionáveis que parecem priorizar volume sobre qualidade substancial. Vamos dissecar os principais elementos, destacando forças e fraquezas.


Armas e Attachments: Um Retorno Seguro, Mas Sem Brilho Inovador

A temporada introduz armas como a PML 556, uma LMG automática com alto fogo e letalidade, mas baixa mobilidade e recoil difícil de controlar – um clássico que brilha em nichos defensivos, mas sofre com a meta atual de mobilidade. Já a ABR A1, uma rifle de assalto em burst de três tiros (com opção de conversão para automático), destaca-se por seu equilíbrio em dano, recoil moderado e alcance, posicionando-se como uma das mais promissoras, especialmente pela tradição de ser forte em títulos anteriores da série. No meio da temporada, chegam as boxing gloves para combate melee, com dano moderado, velocidade rápida e alcance longo, e o revólver Grave Mark 357, de alto dano e alcance, mas limitado por munição e recarga segmentada – um “high risk, high reward” que pode frustrar jogadores casuais.


Attachments como o School Splitter para pistolas 9mm (aumenta dano à cabeça, mas reduz cadência) e o Helical Magazine para a PPSH (mais balas, mas risco de superaquecimento) adicionam camadas táticas, mas parecem mais como fillers do que revoluções. No geral, essas adições são competentes e nostálgicas, resgatando elementos de jogos passados, mas faltam inovações reais que alterem o meta de forma impactante. Elas atendem aos fãs de grind, mas não elevam o jogo além do esperado, revelando uma preguiça criativa em reutilizar assets.


Eventos e Battle Pass: Conteúdo Inflado com Pouca Substância

Os eventos incluem Action Heroes of the 90s (com 13 recompensas, incluindo gloves e pro perks), Hell Ride (recompensa o revólver), Atomic Block Party (focado em Nuketown) e The Reckoning Leaderboard (ligado ao novo mapa de zombies). O battle pass traz skins chamativas, especialmente na variante Black Cell, e bundles na loja seguem o padrão de monetização agressiva. No entanto, esses eventos parecem menores em escala comparados a colaborações épicas do passado, como os heróis de ação dos anos 80 em Verdansk, priorizando recompensas grindáveis em vez de experiências memoráveis. Isso reforça a sensação de que a temporada é mais um ciclo de farming do que um evento transformador, alienando jogadores que buscam narrativa ou hype genuíno.


Multiplayer: Mapas e Modos com Potencial, Mas Derivados

Três mapas novos no lançamento: Runway (6v6 médio, layout clássico de três lanes), Exchange (6v6/2v2 pequeno, caótico) e WMD reimaginado (mantém layout, mas altera visual e integra ao mapa Avalon). No meio da temporada, Jackpot chega como um remix de um casino de Black Ops 4 com elementos da campanha de BO6. Esses mapas são sólidos – WMD, em particular, é uma reimaginação bem-vinda que preserva essência enquanto atualiza estética –, mas a maioria deriva de Avalon (o suposto próximo mapa de battle royale), sugerindo economia de recursos em vez de criação original. Isso pode tornar o multiplayer previsível, especialmente para veteranos.


Modos como Aim High (headshots letais, ideal para treinar mira e camos), Snipers Only, Cranked (com adição em Demolition), Rumble (coleta de barras de ouro) e Blueprint Gunfight (2v2 com blueprints) adicionam variedade, mas são variações de mecânicas existentes, sem grandes inovações. O novo scorestreak Combat Bow (500 pontos, one-hit-kill portátil) é uma adição divertida para combos de streak, mas não revoluciona o fluxo de jogo. O multiplayer continua acessível e divertido, mas a falta de ousadia o deixa estagnado, como se a Treyarch estivesse jogando seguro para evitar riscos.


Zombies: Um Fechamento Promissor, Mas Com Ressalvas

O novo mapa Reckoning, ambientado nas Janus Towers (próximo a Liberty Falls), promete ser grande, explorando três torres com esforço extra típico de mapas finais. Inimigos como Uber Klaus (robô gigante com escudo e segunda forma) e robôs ativados por névoa vermelha adicionam desafio, enquanto a Wonder Weapon Gorgofex (pistola carregável com explosão, área de efeito e anomalia gravitacional, com duas variantes) parece versátil para crowd control. Recursos como gravidade instável, teleporters, jump pads e torres de caster enriquecem a mobilidade e estratégia.

No meio da temporada, Grief Mode, Guided Mode para a main quest e Team Cranked retornam, junto ao Combat Bow. A grande novidade é o field upgrade Mr. Peeks, que atrai zombies como uma monkey bomb dançante – uma ideia criativa, mas estranha, pois diminui a necessidade de granadas de distração, simplificando mecânicas clássicas de forma questionável. A recompensa da main quest (skin para Grey) e o foco em boss fights intensos (esperando qualidade como em Vanguard ou Cold War) podem elevar o modo, mas o hype depende de execução: se for apenas mais um mapa grindável, decepciona fãs de zombies narrativos.


Warzone: Mudanças no Estádio e Modos, Com Polêmicas Regionais

A abertura do estádio em Verdansk via contrato Satellite Hijack (disponível só na primeira semana, revela base secreta e arma de destruição em massa) é uma novidade “diferente”, mas reciclada de eventos passados. Na segunda semana, Stadium Resurgence (36 jogadores, teto aberto) e, no meio da temporada, Deadline (quads com 100 jogadores + bots, eliminação por pontos via kills, contratos e loot) adicionam modos dinâmicos, mas a presença de bots em abundância pode diluir a competitividade.

Ranked em battle royale e resurgence continua, com recompensas padrão. A controvérsia maior é na playlist solo: após testes, o modo tradicional (sem bots) fica limitado a América do Norte e Europa após 48 horas, deixando regiões como América do Sul só com o casual (com bots). Dados mostram preferência por casual (três vezes mais jogadores), com redução de 25% no tempo gasto no tradicional, mas isso ignora fãs hardcore, criando uma divisão regional injusta e sustentável apenas para mercados maiores. É uma decisão “triste” que prioriza métricas sobre inclusão, ecoando problemas de Blackout.


Conclusão: Uma temporada sólida, mas que pouco faz para renovar uma franquia estagnada

No todo, a quinta temporada de Black Ops 6 é um pacote funcional que mantém o jogo vivo com nostalgia (armas clássicas, mapas reimaginados) e adições táticas (modos focados em skill, Wonder Weapon inovadora), mas peca por falta de ambição: eventos menores, conteúdos derivados e decisões regionais excludentes revelam uma fórmula cansada, mais focada em retenção via grind do que em evolução. Pontos positivos incluem o potencial do zombies como fechamento épico e variedade no multiplayer, mas as críticas – como simplificações em zombies e bots em Warzone – destacam uma priorização de acessibilidade sobre profundidade.

De forma geral, a quinta temporada é voltada para o público casual e oferece uma experiência divertida, embora traga poucas inovações para os fãs mais dedicados.


Agradecimento especial à Activision e Theogames, que gentilmente nos forneceu a chave para review. 


Call Of Duty Black Ops 6: Quinta Temporada

No todo, a quinta temporada de Black Ops 6 é um pacote funcional que mantém o jogo vivo com nostalgia (armas clássicas, mapas reimaginados) e adições táticas (modos focados em skill, Wonder Weapon inovadora), mas peca por falta de ambição: eventos menores, conteúdos derivados e decisões regionais excludentes revelam uma fórmula cansada, mais focada em retenção via grind do que em evolução
8
Bom