Após reinventar o multiplayer cooperativo com It Takes Two, a Hazelight Studios volta com Split Fiction, um jogo que não só desafia os limites do gênero, mas também representa a essência pura do que é um videogame: diversão, criatividade e cooperação.
Com uma gameplay incrivelmente variada, mecânicas que se renovam a cada momento e uma narrativa cativante, Split Fiction é uma experiência que exige sintonia entre os jogadores e recompensa com momentos inesquecíveis.
História – Uma dupla improvável contra a máquina
A trama acompanha Zoe e Mio, duas autoras frustradas que caem na armadilha de uma empresa de tecnologia suspeita, que suga suas ideias e tenta reformulá-las sem alma. Presas em um mundo digital interativo, elas precisam unir forças para recuperar suas criações e escapar desse pesadelo corporativo.
A história não só reflete os desafios da era da IA e da apropriação indevida da arte, mas também se sustenta com personagens carismáticos, diálogos afiados e uma química impecável entre as protagonistas. Zoe e Mio são opostas em tudo – da personalidade até os gêneros literários que escrevem – e essa diferença se traduz brilhantemente na gameplay.
Gameplay – Um turbilhão de mecânicas
Se você achava que It Takes Two era variado, Split Fiction dobra a aposta. O jogo é uma verdadeira montanha-russa de gêneros, alternando entre plataforma, ação, puzzle, shooter twin-stick, corrida e até desafios inspirados em SSX e Shadow of the Colossus.
O mais impressionante é que nenhuma mecânica se prolonga o suficiente para enjoar. Cada novo desafio traz um gameplay diferente, fazendo com que a experiência nunca fique monótona.
Os controles são extremamente precisos, com movimentação fluida e acessível. Você tem pulo duplo, dash aéreo, parkour, ganchos e corridas pelas paredes, e tudo isso funciona de forma intuitiva.
O jogo brilha especialmente no coop, exigindo comunicação e timing perfeito para resolver puzzles e superar desafios. O nível de colaboração é tão profundo que, em muitos momentos, parece que você e seu parceiro estão executando uma coreografia perfeitamente sincronizada.
Dificuldade e acessibilidade
Split Fiction não quer frustrar – quer ser jogado. Ele oferece uma dificuldade equilibrada, permitindo que jogadores menos experientes avancem sem ficar travados. Caso um parceiro caia em uma parte difícil, o jogo sempre tem checkpoints generosos e até a opção de avançar se necessário.
Isso não significa que não existam desafios – alguns chefes, por exemplo, exigem uma boa coordenação para evitar ataques e explorar os padrões. Mas, no geral, é uma experiência mais voltada para a diversão do que para a punição.
Direção de arte e trilha sonora
O jogo é visualmente deslumbrante, com mundos que se transformam constantemente. Como cada cenário representa uma das criações das protagonistas, há um contraste incrível entre os ambientes de sci-fi e fantasia.
Enquanto os cenários de Mio trazem cidades futuristas neon, gravidade alterada e desafios high-tech, os mundos de Zoe são mais mágicos e grandiosos, com castelos imponentes, criaturas colossais e desafios de tirar o fôlego.
A trilha sonora acompanha essa diversidade, variando de músicas eletrônicas vibrantes a composições orquestrais épicas. O design sonoro também contribui para a imersão, com efeitos que reforçam a sensação de cada mecânica introduzida.
Pontos negativos
Embora Split Fiction seja uma experiência quase impecável, existem alguns pequenos problemas:
- A física dos personagens pode causar momentos estranhos, como quando Zoe e Mio atravessam um ao outro em plataformas estreitas.
- Alguns respawns em chefes são injustos, com o jogador renascendo direto em um ataque mortal.
- Em seções de velocidade, pode ser difícil recuperar terreno caso um jogador fique muito para trás.
Nada disso compromete a experiência geral, mas são detalhes que poderiam ser refinados. Na minha experiência, em que platinei o jogo, só tive um crash do game que reiniciando o Checkpoint jogo voltou a funcionar normal.
Veredicto – Uma obra-prima do coop
Split Fiction é o jogo perfeito para quem ama jogar com um amigo ou parceiro. Com uma variedade absurda de mecânicas, uma narrativa cativante e desafios que valorizam a cooperação, ele representa tudo o que torna os videogames especiais.
A Hazelight Studios mais uma vez redefiniu o gênero cooperativo, entregando uma experiência que nunca se repete e sempre surpreende. Se você tem alguém para jogar junto, não perca essa joia.
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