Projeto da Crytek previa uma franquia ambientada em diferentes períodos da história de Roma, mas a sequência nunca saiu do papel.
Lançado em 2013 como um dos principais títulos de estreia do Xbox One, Ryse: Son of Rome foi concebido para ser muito mais do que um jogo único. Segundo novos relatórios, a Microsoft e a Crytek pretendiam transformar a propriedade intelectual em uma grande franquia exclusiva do Xbox, inspirada no sucesso de Assassin’s Creed. A ideia era que cada novo jogo explorasse um período diferente da história do Império Romano. Embora a Roma Antiga permanecesse como cenário central, cada capítulo apresentaria novos personagens e eventos históricos. Entre os conceitos discutidos estaria até mesmo uma campanha envolvendo as invasões vikings.
O primeiro jogo acompanha Marius Titus, um soldado romano cuja trajetória vai da infância até sua ascensão como comandante do exército. Na época do lançamento, Ryse: Son of Rome chamou atenção principalmente pelos gráficos, considerados um dos grandes destaques do início da geração do Xbox One. Apesar do impacto visual, o título recebeu avaliações mistas da crítica. O sistema de combate repetitivo e a campanha relativamente curta, que podia ser concluída em cerca de seis horas, foram alguns dos pontos mais criticados. O desempenho comercial também ficou abaixo das expectativas.
Com a recepção abaixo do esperado, os planos para transformar Ryse em uma franquia acabaram sendo abandonados, e nenhuma sequência foi oficialmente anunciada. O caso ganha um contexto interessante diante da estratégia atual da Microsoft. Após a recente reestruturação da divisão Xbox, a empresa tem demonstrado interesse em concentrar investimentos em franquias já consolidadas e com maior potencial comercial, reduzindo o espaço para propriedades intelectuais que não alcançaram o sucesso esperado em seu lançamento.
