Patch 1.11 de Resident Evil Requiem remove Ray Tracing em Raccoon City no PS5 Pro

Patch 1.11 de Resident Evil Requiem remove Ray Tracing em Raccoon City no PS5 Pro

Atualização gera debate sobre o equilíbrio entre fidelidade visual e estabilidade de imagem no hardware premium da Sony.


A Capcom implementou alterações estruturais silenciosas na versão de Resident Evil Requiem para o PlayStation 5 Pro com a chegada do patch 1.11. O ajuste mais impactante, conforme revelado por análises técnicas do canal ElAnalistaDeBits, foi a desativação do Ray Tracing especificamente na seção inicial do jogo, ambientada nas ruas de Raccoon City. Embora o hardware do PS5 Pro tenha sido comercializado com a promessa de entregar recursos de traçado de raios mais robustos através de seu hardware dedicado e do PSSR (PlayStation Spectral Super Resolution), a desenvolvedora optou por um recuo técnico que levanta questões sobre a otimização da RE Engine em ambientes urbanos complexos e dinâmicos.

A remoção do Ray Tracing em Raccoon City alterou diretamente o comportamento da iluminação global e da oclusão ambiental. Antes da atualização, o título apresentava uma quantidade considerável de ruído visual (flickering) em cenas com múltiplas fontes de luz e áreas de sombra profunda, um efeito colateral comum quando as técnicas de denoise não conseguem acompanhar a taxa de amostragem dos raios em resoluções instáveis. Com a mudança para uma solução de iluminação estática ou baseada em técnicas tradicionais de espaço de tela (Screen Space), o resultado em ambientes escuros tornou-se visivelmente mais limpo e estável. No entanto, essa limpeza ocorre à custa da profundidade visual, uma vez que a iluminação indireta, que anteriormente preenchia os cenários de forma realista, perdeu parte de sua complexidade física.

Discrepâncias de Qualidade e Desempenho Localizado

A análise técnica detalhada aponta que o downgrade não é uniforme em toda a experiência. Enquanto áreas posteriores, como o Departamento de Polícia de Raccoon (R.P.D.) e as instalações da ARK, parecem manter os recursos de Ray Tracing ativos sem alterações perceptíveis, as cenas externas com Leon S. Kennedy sofreram a maior degradação. A perda da luz refletida em superfícies molhadas e na pele do personagem removeu uma camada de imersão que era o diferencial da versão para o console de meio de geração. Até o momento, a Capcom não emitiu um comunicado oficial esclarecendo se a desativação foi uma medida temporária para corrigir problemas de desempenho ou uma decisão definitiva para garantir a estabilidade do framerate durante os momentos de maior carga processual.

A estratégia da Capcom com Resident Evil Requiem reflete os desafios de gerenciar um título presente em hardware com capacidades disparatadas, desde o Nintendo Switch 2 até o PC e os consoles Series S|X. O ajuste no PS5 Pro sugere que, mesmo com o poder adicional da GPU e as capacidades de upscaling por inteligência artificial, a busca pelo equilíbrio entre resolução nativa e efeitos de última geração continua sendo um ponto de fricção para os desenvolvedores. Com o jogo já disponível em todas as principais plataformas, a comunidade aguarda para ver se melhorias no PSSR ou novas técnicas de reconstrução permitirão que o Ray Tracing retorne às ruas de Raccoon City em atualizações futuras ou se o foco permanecerá na fidelidade bruta em ambientes fechados.