Com perspectiva em primeira pessoa e novas mecânicas de sobrevivência, título da No Code promete levar o horror psicológico a um novo patamar de imersão..
A franquia Silent Hill está oficialmente de volta aos holofotes, e um dos projetos mais intrigantes revelados na recente Silent Hill Transmission é Silent Hill: Townfall. O título é fruto de uma colaboração inédita entre a Konami, a prestigiada publicadora Annapurna Interactive e o estúdio escocês No Code (conhecido por sucessos como Stories Untold e Observation).
Abaixo, detalhamos tudo o que foi revelado sobre o game, desde sua ambientação única até as mecânicas que prometem renovar a série.
Uma Nova Perspectiva: O Terror em Primeira Pessoa
Diferente dos clássicos da série, Townfall será jogado inteiramente em primeira pessoa. Segundo os desenvolvedores, essa escolha foi feita para aumentar a imersão e utilizar o campo de visão limitado como uma ferramenta de medo. O objetivo é criar uma sensação de ansiedade constante, onde o que acontece fora da tela é tão assustador quanto o que está diante dos olhos do jogador.

Ambientação: Das Névoas da Escócia para o Horror Psicológico
O jogo se passa em uma cidade fictícia chamada St. Amelia, fortemente inspirada nas vilas costeiras do leste da Escócia. Os desenvolvedores viajaram para locais reais para capturar não apenas o visual, mas a “vibe” de isolamento, o som do vento e a neblina densa característica da região, conhecida localmente como “Haar”. Essa ambientação cinzenta e chuvosa serve como o cenário perfeito para o “sonho febril” que Simon, o protagonista, terá que enfrentar.

Mecânicas de Jogo e o “CRTV”
Uma das grandes inovações de Townfall é a substituição dos elementos tradicionais de interface (HUD) por itens táteis e físicos nas mãos do personagem:
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O CRTV (Pocket TV): Inspirado em televisores portáteis antigos, este dispositivo funciona como uma evolução do rádio clássico de Silent Hill. O jogador precisará sintonizar frequências manualmente para descobrir fragmentos da narrativa e, crucialmente, usar a tela para detectar a presença de inimigos através de interferências.
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Combate e Evasão: Embora armas clássicas como canos, tábuas de madeira e pistolas estejam presentes, o jogo incentiva a furtividade. Com a ajuda do CRTV, o jogador pode escolher evitar confrontos diretos, tornando a evasão uma técnica de sobrevivência tão válida quanto o combate.
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Mecânica de “Peak” (Espiar): Como o jogo é em primeira pessoa, foi incluída uma mecânica para espiar pelos cantos e por cima de muros, permitindo que o jogador avalie os riscos antes de avançar.
Narrativa: Culpa e Mistério
O roteiro foca na jornada de Simon e mergulha profundamente no tema da culpa — um pilar central da franquia — mas sob uma nova lente. A história promete ser camuflada em mistérios, com pistas espalhadas pelo ambiente que o jogador deverá conectar para entender o que aconteceu com a cidade e qual a relação de Simon com os outros personagens que encontrará pelo caminho.

Produção de Grande Porte
Apesar de vir de um estúdio menor, a Annapurna garantiu que Silent Hill: Townfall é um jogo completo e de alta qualidade, figurando entre os maiores projetos que a publicadora já lançou. O título está sendo desenvolvido na Unreal Engine 5, utilizando tecnologias como Nanite para criar texturas e ambientes extremamente detalhados e realistas.
Plataformas Confirmadas: PlayStation 5 e PC (Epic Games Store).
