Cory Barlog define os deuses de God of War: Laufey com uma frase direta: “Eles são todos babacas”

Cory Barlog define os deuses de God of War: Laufey com uma frase direta: “Eles são todos babacas”

Diretor da Santa Monica diz que o Everywhen será habitado por divindades arrogantes, ressentidas e presas em um eterno ciclo de conflitos


Uma das características mais marcantes da franquia God of War sempre foi sua visão pouco idealizada das divindades, e isso não mudará em God of War: Laufey. Em entrevista à IGN, o chefe de criação da Santa Monica Studio, Cory Barlog, resumiu de forma bastante direta como será a relação da protagonista Faye com os habitantes do novo mundo do jogo:

“Eles são todos babacas.”

A declaração ajuda a estabelecer o tom do Everywhen, cenário central da nova aventura. Descrito como uma espécie de além-vida reservado aos deuses, o local reúne divindades de diferentes mitologias que já morreram, mas continuam existindo em um reino repleto de tensões, rivalidades e ressentimentos acumulados ao longo de séculos. Segundo Barlog, o comportamento dessas entidades não será uma exceção restrita a alguns personagens específicos. A ideia é que praticamente qualquer deus encontrado por Faye compartilhe características semelhantes: ego inflado, orgulho excessivo e dificuldade em conviver com outros seres igualmente poderosos.

Para ilustrar o conceito, o criador utilizou uma analogia moderna. Ele comparou o Everywhen a uma ilha repleta de bilionários, argumentando que pessoas acostumadas a ocupar posições de poder dificilmente convivem em harmonia quando colocadas lado a lado. Em vez de um paraíso, o resultado seria um ambiente dominado por disputas constantes e conflitos de personalidade. Essa descrição ajuda a entender por que o Everywhen parece tão diferente dos reinos explorados por Kratos nos jogos anteriores. Em vez de uma jornada focada em impedir um apocalipse ou enfrentar uma guerra entre panteões, a narrativa de Laufey parece concentrar-se em um universo onde antigos deuses carregam seus fracassos, rancores e ambições mesmo após a morte.

Entre os personagens já apresentados está o deus guerreiro mongol Begtse, mostrado em uma das batalhas exibidas durante a revelação do jogo. O confronto deixou claro que Faye não pretende se curvar diante das figuras que controlam o Everywhen, independentemente de sua origem ou poder. Outro elemento curioso é que a protagonista chega ao reino acompanhada por dois aliados bastante incomuns: um cubo consciente e uma espada falante. Em um lugar repleto de divindades temperamentais e desconfiadas, a presença desses companheiros peculiares promete tornar sua adaptação ainda mais complicada.

A própria posição de Faye dentro desse universo também permanece cercada de mistério. Diferentemente de muitos dos personagens que encontrará, ela não é tecnicamente uma deusa, mas uma gigante. Isso levanta questões importantes sobre por que ela foi parar no Everywhen e qual papel realmente desempenhará em um reino criado para aqueles que pertencem ao mundo divino. Com lançamento previsto para PS5, God of War: Laufey promete explorar uma faceta inédita do universo da franquia, colocando Faye no centro de uma história cercada por deuses orgulhosos, alianças improváveis e conflitos que atravessam diferentes mitologias.

Fonte: GamesRadar