The Witcher 3 abandona Windows 10 e endurece requisitos mínimos antes de nova expansão

The Witcher 3 abandona Windows 10 e endurece requisitos mínimos antes de nova expansão

CD Projekt tornará Windows 11 e SSD obrigatórios para o RPG, marcando a maior mudança técnica do jogo desde seu lançamento original.


A CD Projekt Red confirmou uma reformulação significativa nos requisitos mínimos de sistema de The Witcher 3: Wild Hunt. A próxima atualização do RPG eliminará oficialmente o suporte ao Windows 10, tornará SSD obrigatório e encerrará o uso de DirectX 11, elevando consideravelmente a exigência de hardware para os jogadores de PC. A mudança foi anunciada junto da confirmação de uma nova expansão do jogo, intitulada The Witcher 3: Songs of the Past, prevista para chegar em 2027. Segundo o estúdio polonês, a revisão técnica faz parte de um esforço para garantir estabilidade, compatibilidade futura e suporte contínuo às tecnologias modernas.

O novo requisito mais impactante é a obrigatoriedade do Windows 11. A justificativa da CD Projekt está diretamente ligada ao encerramento do suporte oficial da Microsoft para versões mais antigas do sistema operacional. O estúdio relembrou que o suporte ao Windows 7 e Windows 8 já havia sido abandonado anteriormente, enquanto o Windows 10 perdeu suporte oficial em 2025. Na prática, isso significa que a empresa deixará de testar o jogo em sistemas operacionais antigos. Segundo a própria CD Projekt, a ausência de atualizações de segurança, drivers modernos e suporte oficial de plataforma inviabiliza continuar oferecendo compatibilidade garantida para essas versões.

A reformulação também atinge o hardware. Como o estúdio passará a considerar apenas CPUs e GPUs oficialmente compatíveis com Windows 11, a lista mínima foi praticamente reconstruída do zero. Além disso, o DirectX 11 será totalmente abandonado em favor do DirectX 12, tecnologia que a empresa considera mais adequada para futuras melhorias técnicas e otimizações modernas. Os novos requisitos mínimos definidos pela CD Projekt incluem um processador AMD Ryzen 5 2600 ou Intel Core i5-8400, além de placas como NVIDIA GeForce GTX 1660 ou AMD Radeon RX 5500 XT. O jogo também exigirá 12 GB de RAM, 6 GB de VRAM e 70 GB de espaço em SSD.

A diferença em relação aos requisitos originais de 2015 é enorme. No lançamento, The Witcher 3 aceitava hardware muito mais antigo, incluindo CPUs como o Intel Core i5-2500K e placas como a GeForce GTX 660, além de funcionar normalmente em HDDs tradicionais e sistemas como Windows 7. Apesar da mudança, a CD Projekt ressalta que “não suportado” não significa necessariamente “incompatível”. Usuários abaixo dos novos requisitos ainda poderão tentar executar o jogo, mas sem garantia de funcionamento adequado e sem suporte técnico oficial caso encontrem problemas.

O estúdio também ofereceu uma alternativa para quem prefere manter a experiência antiga. Usuários de Steam e GOG poderão acessar o The Witcher 3: Wild Hunt Classic através das opções beta das plataformas, revertendo para builds anteriores do RPG. O ponto que permanece indefinido é justamente o mais importante para parte da comunidade: a CD Projekt ainda não esclareceu se essa versão clássica terá compatibilidade com a futura expansão Songs of the Past.

Fonte: PC Gamer