A CD Projekt RED estaria preparando um DLC inédito para maio de 2026, focado em Velen e narrativamente conectado a The Witcher 4, que terá Ciri como protagonista em 2027.
O universo de The Witcher está prestes a desafiar a lógica convencional do ciclo de vida dos videogames. Onze anos após o lançamento original de The Witcher 3: Wild Hunt, a CD Projekt RED estaria finalizando uma terceira expansão paga, projetada para servir como o elo perdido entre a jornada de Geralt de Rívia e o futuro da franquia. O rumor, que ganhou força em 2 de março de 2026 após uma confirmação direta do insider NateTheHate no X (antigo Twitter), aponta que o DLC “existe de fato”. A estratégia, embora incomum para um título de 2015, faz parte de um plano de marketing agressivo: reaquecer a base de centenas de milhões de jogadores antes da revelação completa de The Witcher 4 (codinome Polaris), prevista para ocorrer ainda no segundo semestre de 2026.
Velen: O retorno ao pântano e a conexão com Ciri
Diferente de Blood and Wine, que levou os jogadores para a ensolarada e inédita Toussaint, os novos relatos sugerem que Geralt retornará a uma versão expandida de Velen. A escolha da região pantanosa de Temeria é estrategicamente simbólica, sendo o local onde o destino de Geralt e Ciri se entrelaçou profundamente no jogo base. Analiticamente, a expansão deve focar na “passagem de bastão”, estabelecendo as motivações que levarão Ciri a assumir o papel de protagonista na nova trilogia, confirmada pela CDPR para o final de 2027. Analistas poloneses da Noble Securities estimam que o conteúdo será lançado em maio de 2026, coincidindo com o 11º aniversário do jogo e aproveitando o suporte tecnológico da atualização para o Nintendo Switch 2 e consoles de nova geração.
A produção desse novo capítulo não estaria sobrecarregando a equipe principal da CD Projekt RED, que hoje foca 100% no desenvolvimento em Unreal Engine 5. O projeto estaria sob a tutela da Fool’s Theory, estúdio formado por veteranos da franquia que já lidera o Remake de The Witcher 1. Essa terceirização estratégica permite que a marca The Witcher gere receita direta (estimada em US$ 30 por expansão) enquanto mantém o público engajado durante o longo hiato de produção. Para a indústria, o movimento da CDPR redefine o conceito de “suporte de longo prazo”, transformando um clássico em uma plataforma viva que prepara o terreno para sua própria sucessão.
