Cortes na holding responsável pela Bethesda e outros estúdios Xbox reacendem debate sobre os rumos da divisão de games da Microsoft
A ZeniMax Media, holding que controla estúdios como a Bethesda Game Studios e a publicadora Bethesda Softworks, pode estar prestes a enfrentar uma onda de demissões mais severa do que a indústria antecipava. O alerta veio de George Broussard, co-criador da franquia Duke Nukem, que usou as redes sociais para sinalizar que os cortes já teriam começado e que a extensão do estrago pode surpreender.
Broussard não entrou em detalhes, mas o tom foi claro: quem trabalha no setor faria bem em se preparar para notícias difíceis. A declaração ganhou peso por vir de alguém com décadas de experiência na indústria e, aparentemente, com acesso a informações circulando nos bastidores.
Uma das questões que imediatamente veio à tona foi o impacto potencial sobre projetos de longa data como The Elder Scrolls 6. Em resposta a comentários que sugeriam que as equipes trabalhando em Fallout e na nova entrada da série Elder Scrolls estariam a salvo dos cortes, Broussard pareceu confirmar essa leitura, indicando que essa informação já seria conhecida por ele há alguns dias.
Quanto à saúde financeira da Bethesda em si, o veterano do setor demonstrou menos preocupação. Em sua avaliação, a desenvolvedora segue em terreno firme graças ao poder comercial de suas franquias, que continuam gerando receita expressiva muito além de seus lançamentos originais. Títulos como Skyrim e Fallout 4 são exemplos clássicos de jogos que se tornaram fontes de renda perene para a empresa, com vendas sustentadas por anos a fio.
O contexto mais amplo, porém, é carregado. A ZeniMax foi adquirida pela Microsoft em 2021 e passou a integrar o ecossistema Xbox, que desde então acumula relatos de instabilidade, fechamentos de estúdios e decisões administrativas contestadas internamente. Para Broussard, o problema vai além de uma crise pontual.
Em uma thread separada, o desenvolvedor traçou um diagnóstico mais duro sobre a situação, apontando que mudanças de liderança em grandes corporações tendem a expor o custo acumulado de anos de decisões equivocadas, e que são sempre as equipes criativas e os desenvolvedores que pagam a conta. Ele foi direto ao afirmar que parte significativa da responsabilidade pelo cenário atual recai sobre a gestão da divisão Xbox ao longo da última década e meia.
São palavras contundentes vindas de alguém externo à empresa, mas que encontram eco no sentimento generalizado de uma indústria que observa com preocupação o desmonte progressivo de um dos portfólios de estúdios mais ambiciosos já montados no mercado de games.
Fonte: GamesRadar
