Resident Evil Requiem recebe classificação da ESRB e confirma microtransações e conteúdo adulto

Resident Evil Requiem recebe classificação da ESRB e confirma microtransações e conteúdo adulto

Novo capítulo da franquia da Capcom será voltado ao público maduro e reforça aposta em horror intenso, violência estilizada e monetização opcional


A ESRB (Entertainment Software Rating Board) divulgou a classificação etária oficial de Resident Evil Requiem, o próximo grande lançamento da Capcom dentro de sua consagrada franquia de survival horror. O registro confirma que o jogo será classificado como “Mature 17+”, trazendo consigo dois pontos que chamam atenção: a presença de microtransações e um nível de violência considerado extremo para padrões atuais da indústria. Segundo a descrição pública da agência americana, Resident Evil Requiem mantém a identidade tradicional da série ao apresentar confrontos intensos contra criaturas hostis, cenários dominados por horror biológico e uma atmosfera opressiva.

A ESRB indica que o jogo faz uso frequente de combates diretos com armas de curto e longo alcance, além de apresentar representações explícitas de dano físico em inimigos, reforçando o tom pesado que historicamente define a franquia. A agência também alerta que o título não é recomendado para jogadores sensíveis, destacando que o jogo contém imagens perturbadoras e situações de forte impacto visual. Embora a ESRB costume ser criteriosa e conservadora em suas descrições, o texto deixa claro que Requiem se posiciona entre os capítulos mais intensos da série, seguindo a linha mais sombria adotada pela Capcom nos últimos anos.

Microtransações entram novamente no radar

Outro ponto relevante da classificação é a confirmação da presença de compras dentro do jogo. A ESRB não detalha exatamente como essas microtransações funcionarão, mas, com base em práticas recentes da Capcom, é esperado que envolvam itens opcionais, como desbloqueio antecipado de recompensas, mapas que auxiliam na exploração, conteúdos cosméticos ou facilidades que não são obrigatórias para a progressão da campanha. Esse modelo já foi adotado em títulos anteriores da franquia e costuma gerar debates na comunidade. De um lado, jogadores mais tradicionais criticam a inclusão de qualquer forma de monetização adicional em jogos single-player. Do outro, a Capcom argumenta que essas opções são totalmente opcionais e pensadas para públicos específicos que desejam personalizar ou acelerar a experiência.

Embora a ESRB destaque o conteúdo violento, vale ressaltar que, historicamente, a série Resident Evil utiliza esse elemento não apenas como choque visual, mas como ferramenta narrativa. A franquia construiu sua identidade ao explorar temas como experimentos biológicos, colapso social e consequências éticas da ciência descontrolada. A classificação sugere que Requiem continuará nessa linha, utilizando o horror como parte central da ambientação e da narrativa, e não apenas como recurso gratuito. A Capcom, até o momento, não comentou oficialmente sobre os detalhes mencionados na classificação, mas registros da ESRB costumam ser um indicativo bastante fiel do conteúdo final do jogo, especialmente quando divulgados tão próximos da janela de lançamento.


Resident Evil Requiem tem lançamento previsto para 27 de fevereiro de 2026, chegando ao PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Switch 2. O título é tratado internamente como um dos projetos mais ambiciosos da franquia, tanto em escala quanto em densidade narrativa, o que ajuda a explicar a classificação rigorosa. Se a avaliação da ESRB servir de termômetro, o novo capítulo promete reforçar a identidade adulta da série e reacender discussões sobre os limites entre horror, narrativa e monetização nos grandes lançamentos do mercado.