Polêmica no PC: Atualização de Resident Evil 4 Remake reduz desempenho com novo DRM

Polêmica no PC: Atualização de Resident Evil 4 Remake reduz desempenho com novo DRM

Análise técnica confirma que a substituição do Denuvo pelo Enigma Protector causou quedas de até 40% na eficiência da CPU em determinadas cenas.


A recente atualização de Resident Evil 4 Remake para PC, que deveria ser um motivo de comemoração para os jogadores, acabou se tornando uma fonte de frustração para a comunidade. Após a remoção do polêmico sistema Denuvo, a Capcom implementou um novo mecanismo de proteção conhecido como Enigma Protector. No entanto, o que se viu na prática foi um retrocesso técnico que resultou em perda de quadros por segundo, instabilidade sistêmica e a quebra de compatibilidade com diversas modificações populares. O impacto foi detalhado em uma análise rigorosa do canal Digital Foundry, que confirmou que a nova proteção sobrecarrega diretamente o processador.

Em testes realizados com um hardware intermediário, equipado com um processador Ryzen 5 3600 e uma placa de vídeo RTX 4070 Super, os especialistas isolaram a carga da CPU utilizando o upscaling FSR 2 em modo desempenho. O resultado revelou que o novo DRM consome recursos preciosos que antes estavam disponíveis para o processamento do jogo, alterando o perfil de performance de um título que já estava consolidado no mercado.

Quedas drásticas de rendimento e inconsistência na gameplay

De acordo com os dados coletados, a perda de desempenho não é uniforme, mas se manifesta de forma agressiva em momentos específicos. Durante a sequência de introdução do jogo, a queda no rendimento do processador chegou a impressionantes 40%. Já em momentos de jogabilidade comum, o déficit médio estabilizou em torno de 20%. Essa variação cria uma experiência inconsistente, onde o jogador sente flutuações na fluidez dependendo da complexidade da cena e da carga de processamento exigida pelo mecanismo de segurança. Um detalhe curioso apontado pela análise é que o peso do Enigma Protector torna-se menos evidente em áreas densamente povoadas, como a famosa vila do início do jogo. Nessas situações, como a inteligência artificial dos inimigos já exige o máximo do processador, o gargalo do DRM acaba sendo “mascarado” pela carga natural do jogo. Por outro lado, em locais mais vazios ou ambientes fechados, onde a taxa de quadros deveria ser mais alta, o mecanismo de proteção volta a subtrair recursos, impedindo que o hardware atinja seu potencial máximo de entrega.

Além dos problemas de performance, a implementação do novo sistema de segurança atingiu em cheio a vibrante comunidade de modding de Resident Evil. Ferramentas essenciais para a personalização e melhoria da experiência técnica, como o REFramework, enfrentam graves problemas de compatibilidade com a nova versão. Muitos jogadores utilizam essas ferramentas não apenas para conteúdo estético, mas para correções de campo de visão e ajustes de interface que não estão presentes nativamente no título. Como resposta imediata, uma parcela considerável de usuários passou a adotar métodos para restaurar versões anteriores do executável do jogo, contornando a atualização oficial da Capcom para recuperar a estabilidade original. Até o momento, a desenvolvedora japonesa não se pronunciou oficialmente sobre os problemas técnicos relatados ou se pretende otimizar a aplicação do Enigma Protector. Enquanto isso, o clima entre os jogadores de PC permanece de insatisfação, com muitos defendendo que a aplicação de proteções tão intrusivas em jogos lançados há anos prejudica apenas o consumidor legítimo.