Pearl Abyss foca em otimização de Crimson Desert e detalha ambições técnicas do RPG

Pearl Abyss foca em otimização de Crimson Desert e detalha ambições técnicas do RPG

Estúdio entra em fase intensa de ajustes para garantir desempenho consistente em consoles e PCs, mesmo com mundo aberto massivo e sem carregamentos.


A Pearl Abyss reforçou que a otimização é a principal prioridade no desenvolvimento de Crimson Desert neste momento. Em declarações recentes, Wil Powers, chefe de relações públicas da Pearl Abyss America, afirmou que a equipe está concentrando grande parte de seus esforços para assegurar que o ambicioso RPG de mundo aberto entregue uma experiência fluida e estável em todas as plataformas no lançamento. Segundo Powers, o desafio técnico é proporcional à ambição do projeto. Crimson Desert apresenta um mundo aberto contínuo, sem telas de carregamento, com alta densidade de NPCs, inimigos, eventos dinâmicos e atividades paralelas. Além disso, o jogo permite movimentação rápida entre regiões extensas, algo que pressiona fortemente CPU, GPU e sistemas de streaming de dados, especialmente em hardwares mais limitados como PCs de entrada e o Xbox Series S.

De acordo com o executivo, o estúdio está vivendo uma verdadeira “fase de otimização”, na qual o foco deixou de ser a adição de conteúdo e passou a ser o refinamento técnico. O objetivo é garantir taxas de quadros estáveis, tempos de resposta consistentes e redução de gargalos, independentemente da plataforma escolhida pelo jogador. Embora a Pearl Abyss ainda não tenha detalhado quais modos gráficos estarão disponíveis nos consoles, como opções de desempenho ou qualidade, Powers confirmou oficialmente que Crimson Desert contará com suporte ao PS5 Pro, indicando que o estúdio já está trabalhando com cenários de hardware mais avançados dentro do ecossistema PlayStation.

Ajustes gráficos e impacto na gameplay

Entre as opções técnicas confirmadas está a possibilidade de desativar efeitos de partículas, algo incomum em jogos que apostam tanto em impacto visual durante o combate. No entanto, Powers fez questão de destacar que essa não é uma configuração recomendada. Segundo ele, os efeitos de partículas não são apenas estéticos: eles cumprem um papel funcional importante ao comunicar ações, ataques, áreas de perigo e feedback visual durante as batalhas. Removê-los pode até aliviar o desempenho em máquinas mais fracas, mas também comprometer a leitura de combate, tornando a experiência menos clara e potencialmente mais frustrante. Outro ponto que chamou atenção foi a explicação sobre o motor gráfico proprietário desenvolvido especificamente para Crimson Desert. A tecnologia, criada internamente pela Pearl Abyss, foi projetada para lidar com cenários extremos de escala e fidelidade visual.

De acordo com Powers, o motor é capaz de rodar o jogo em 4K a 60 FPS com ray tracing, sem depender de técnicas de upscaling como DLSS ou FSR. Essa declaração reforça o nível de ambição técnica do projeto, mas vem acompanhada de um alerta importante: alcançar esse patamar exigirá hardware de altíssimo desempenho, fora da realidade da maioria dos jogadores de PC. Na prática, isso indica que o jogo deve escalar bem graficamente, oferecendo experiências muito diferentes dependendo da configuração utilizada, algo que torna o trabalho de otimização ainda mais crítico.


Com lançamento marcado para 19 de março, Crimson Desert chega ao PC, PlayStation 5 e Xbox Series S|X cercado de expectativas. A decisão da Pearl Abyss de priorizar desempenho neste estágio final do desenvolvimento sugere uma tentativa clara de evitar problemas técnicos comuns em lançamentos de RPGs de mundo aberto de grande escala. Resta saber se o estúdio conseguirá equilibrar sua ambição técnica com a realidade do hardware disponível no mercado. O sucesso de Crimson Desert pode depender menos de gráficos impressionantes e mais da capacidade da Pearl Abyss de entregar uma experiência sólida, estável e bem ajustada desde o primeiro dia.