Port para o novo hardware da Nintendo atinge mínimos de 19 FPS em áreas densas, exigindo concessões visuaisFinal Fantasy VII Rebirth no Switch 2: Demo revela desafios de performance e limites da CPU
A chegada da demonstração técnica de Final Fantasy VII Rebirth ao Nintendo Switch 2 e ao ecossistema Xbox marca um passo importante na estratégia de expansão da Square Enix, mas o port para o hardware portátil da Nintendo estreou sob o escrutínio de análises de desempenho. Embora a versão permita a transferência de progresso para o lançamento completo em 3 de junho, os primeiros testes realizados pelo canal GVG apontam que a ambição técnica do projeto está testando os limites operacionais do novo console, especialmente em cenários que exigem processamento intenso de geometria e inteligência artificial.
O principal gargalo identificado reside na CPU do Switch 2. Durante a exploração da cidade de Kalm, que apresenta uma alta densidade de NPCs e detalhes arquitetônicos, a taxa de quadros registrou quedas severas, atingindo a marca de 19 FPS. O desempenho fica substancialmente abaixo da meta de 30 FPS estabelecida pela desenvolvedora, evidenciando que, mesmo com o auxílio do NVIDIA DLSS para a reconstrução de imagem, o processamento lógico do console encontra dificuldades em lidar com a carga sistêmica de áreas urbanas. Como solução paliativa para a versão final, especialistas sugerem que a Square Enix aplique uma redução ainda mais agressiva na densidade populacional dessas zonas para garantir a estabilidade mínima necessária.
Visualmente, as concessões para viabilizar o jogo no hardware da Nintendo são visíveis e frequentes. A análise comparativa com o PlayStation 5 revela a remoção de elementos de folhagem, texturas de menor resolução e um fenômeno de pop-in agressivo, onde objetos e sombras surgem subitamente no campo de visão durante o deslocamento pelo mapa. Apesar desses cortes, o sistema de combate apresentou uma resiliência maior: em batalhas contra chefes como o Materia Guardian, o framerate manteve-se próximo da meta, com oscilações que, embora presentes, não comprometem a resposta dos comandos de forma crítica.
A grande incógnita para o lançamento em junho reside na eficácia da otimização dedicada. Com o suporte nativo às tecnologias da NVIDIA, o Switch 2 disputa com o Steam Deck o posto de melhor plataforma portátil para experienciar a jornada de Cloud Strife. No entanto, enquanto o dispositivo da Valve depende de força bruta e ajustes manuais do usuário, o Switch 2 aposta na integração de hardware para tentar entregar uma experiência mais consistente. O veredito sobre qual portátil oferecerá o equilíbrio ideal entre fidelidade e fluidez dependerá de como a Square Enix gerenciará os efeitos de partículas e a carga de processamento nas batalhas mais intensas do ato final.
