O novo capítulo da franquia estabelece um novo teto para o gênero survival horror no Steam, impulsionado por mecânicas de jogo híbridas e uma estrutura narrativa de duplo protagonismo.
A Capcom consolidou nesta sexta-feira (27 de fevereiro de 2026) o lançamento mais bem-sucedido da história de sua principal franquia no ambiente PC. Resident Evil Requiem registrou a marca impressionante de 267.509 jogadores simultâneos no Steam apenas nas primeiras horas de disponibilidade, superando com margem ampla todos os registros anteriores da saga. Para o mercado, o dado é um indicador de crescimento exponencial na base de usuários da série: o recorde anterior pertencia ao remake de Resident Evil 4 (168.191 jogadores), seguido por Resident Evil Village (106.631). A performance comercial instantânea reflete não apenas o hype acumulado, mas a eficácia da estratégia multiplataforma da Capcom, que incluiu o suporte técnico ao inédito Nintendo Switch 2 e otimizações de nova geração para o PS5 Pro, criando um ecossistema de lançamento global sem precedentes para o gênero.

Dualidade mecânica: o contraste estratégico entre Leon e Grace
O sucesso crítico e de público de Requiem reside em sua estrutura de gameplay que busca sintetizar as duas almas da franquia. Através de um sistema de alternância entre primeira e terceira pessoa, o jogo apresenta duas campanhas com filosofias de design distintas. Leon S. Kennedy representa a evolução do combate de ação; sua mecânica de aparar golpes com um novo machado tático e a capacidade de interagir com armas dos inimigos elevam a agressividade do combate corpo a corpo. Em contrapartida, a campanha da analista Grace Ashcroft resgata a essência do survival horror punitivo. Ambientada em um sanatório, sua jornada prioriza a gestão de inventário e a escassez de recursos. O sistema de alquimia via sangue infectado e o uso estratégico do revólver “Requiem” forçam o jogador a um ritmo mais deliberado, equilibrando a experiência para atrair tanto veteranos da era clássica quanto fãs da fase de ação moderna.
A recepção massiva de Resident Evil Requiem coloca a Capcom em uma posição financeira privilegiada no fechamento do seu ano fiscal. O alcance desses números no PC, tradicionalmente uma plataforma de cauda longa, sugere que as receitas geradas por vendas diretas e potenciais conteúdos adicionais devem superar as projeções mais otimistas da empresa. Analiticamente, o jogo demonstra que a IP Resident Evil atingiu um nível de maturidade onde consegue ditar tendências técnicas, como o uso da tecnologia PSSR 2.0 nos consoles e a estabilidade da RE Engine no hardware portátil da Nintendo, enquanto mantém sua relevância cultural. Com a expectativa de que o pico de jogadores cresça durante o primeiro final de semana, Requiem não é apenas um sucesso de vendas, mas o marco de uma nova era onde a Capcom domina o mercado de horror AAA com paridade técnica e criativa entre todas as plataformas disponíveis.
