Resident Evil Requiem: a Capcom retomou o trono do survival horror? Veja o resumo das notas

Resident Evil Requiem: a Capcom retomou o trono do survival horror? Veja o resumo das notas

Novo capítulo leva a série de volta a Raccoon City e estreia com média 88 no Metacritic


A espera está chegando ao fim. Resident Evil Requiem, o nono jogo principal da clássica franquia da Capcom, será lançado nesta sexta-feira e marca um retorno histórico às ruínas de Raccoon City, cenário central da origem do T-vírus. É a primeira vez, desde o Resident Evil 3 original, há quase 27 anos, que a linha principal revisita diretamente esse ponto da cronologia.

Desta vez, a narrativa divide os holofotes entre o veterano Leon S. Kennedy e a inédita Grace Ashcroft, analista do FBI e filha de Alyssa Ashcroft, conhecida pelos fãs de Resident Evil Outbreak. A proposta é clara: Leon assume o lado mais explosivo e intenso da experiência, enquanto Grace conduz as sequências de terror mais puras, com foco em vulnerabilidade e tensão.

Mas a grande pergunta é: essa alternância realmente funciona?

Um retorno elogiado pela crítica

As primeiras análises internacionais indicam que sim. No momento, o jogo soma 107 avaliações e registra média 88 no Metacritic, superando diretamente Resident Evil Village (84) e Resident Evil 7: Biohazard (86).

O sistema de dupla protagonização é frequentemente apontado como um dos maiores acertos. Grace representa o survival horror mais clássico, com ritmo cadenciado e atmosfera sufocante, enquanto Leon injeta ação moderna e dinamismo. Essa alternância cria uma experiência variada, quase como uma montanha-russa emocional entre medo e adrenalina.

O cenário também recebe elogios consistentes. As ruínas de Raccoon City são descritas como opressivas e densas, com ambientação detalhada e iluminação que reforça a sensação de desolação. O cuidado técnico impressiona, com destaque para os efeitos de luz e o nível de detalhamento visual.

Outro ponto bastante celebrado é o comportamento dos zumbis. Eles agora agem de forma mais imprevisível: interagem com o ambiente, esbarram em móveis, usam o cenário para pressionar o jogador e tentam cercar suas vítimas, mantendo a tensão constante. Além disso, toda a campanha pode ser jogada tanto em primeira quanto em terceira pessoa, algo muito bem recebido pela comunidade.

Nem tudo é perfeito

Apesar do entusiasmo geral, algumas críticas surgem principalmente na segunda metade da campanha. Parte da imprensa aponta que o jogo perde um pouco de sua identidade ao se inclinar mais para a ação, reduzindo o peso do terror estabelecido nas horas iniciais. O poder de Leon, em especial, acaba suavizando parte da sensação de vulnerabilidade.

As batalhas contra chefes também dividem opiniões. Embora funcionais, são consideradas por alguns críticos menos criativas e marcantes do que confrontos vistos em Village ou até mesmo em Resident Evil 4.

Há ainda comentários sobre um excesso de referências e participações especiais, especialmente nas seções protagonizadas por Leon. Para parte da crítica, a Capcom aposta demais na nostalgia em vez de arriscar caminhos narrativos mais ousados. O desfecho da história também é visto por alguns como apressado, deixando pontas soltas.


Notas da crítica especializada:

10 – Digitec
10 – ScreenHub
10 – Xbox Tavern
10 – GAMINGBible
9.5 – PSX Brasil
9.5 – Noisy Pixel
9 – IGN
9 – PSLS
9 – Metro
9 – Gfinity
9 – PCMag
9 – GameSpew
9 – TechRaptor
9 – Giant Bomb
8 – PSU
8 – VGC
8 – TheGamer
8 – Gamespot

Vale lembrar que a média do Metacritic ainda pode oscilar, já que novas análises devem ser publicadas nos próximos dias.

Lançamento e edições

Resident Evil Requiem chega oficialmente à meia-noite de 27 de fevereiro de 2026 para PS5, Xbox Series X/S, Switch 2 e PC. O pré-carregamento já está disponível para quem adquiriu a versão digital antecipadamente.

Na PS Store, é possível optar pela edição padrão ou pela Deluxe digital, que inclui conteúdos extras como trajes e skins adicionais. O jogo também será comercializado em mídia física.