Varejista lista novo título da Konami por 50 dólares, alimentando rumores de que o jogo pode ser o início de uma antologia de terror em primeira pessoa.
A Konami e a Annapurna Interactive voltaram a colocar a franquia Silent Hill sob os holofotes, mas um detalhe comercial roubou a cena recentemente. A rede de lojas Best Buy listou Silent Hill: Townfall pelo valor de US$ 49,99, um preço significativamente inferior ao padrão de US$ 69,99 adotado pela indústria para grandes lançamentos e títulos recentes da série, como o remake de Silent Hill 2. A discrepância gerou debates imediatos sobre a duração da campanha e o posicionamento de mercado deste novo projeto. A precificação é curiosa diante das declarações oficiais da equipe de desenvolvimento. Leanne Loombe, da Annapurna Interactive, descreveu Townfall como um jogo completo e de alta qualidade, enquanto o diretor Jon McKellan, da Screen Burn Interactive, classificou o título como o projeto mais ambicioso já realizado pelo estúdio escocês.
A disparidade entre o rótulo de “experiência ambiciosa” e o preço reduzido sugere que a Konami pode estar adotando uma estratégia de entrada mais acessível para um projeto que rompe com as tradições da franquia.
Rumores de uma antologia e o conceito de Saint Amelia
A redução no preço dá força à teoria de que Silent Hill: Townfall pode ser apenas o primeiro capítulo de uma antologia de terror. Rumores indicam que a Konami planeja colaborar com diversos estúdios independentes para criar contos isolados que exploram o fenômeno de Silent Hill em diferentes partes do mundo. Ao precificar o jogo abaixo do padrão, a editora facilitaria a adesão a uma série de títulos menores, mas interconectados pelo tema do horror psicológico. Desta vez, a névoa icônica se desloca para a Escócia de 1996, especificamente para a isolada ilha de Saint Amelia. O protagonista, Simon Ordell, acorda repetidamente nas águas costeiras da cidade e deve explorar ruas desertas para recuperar fragmentos de seu passado. A mudança de cenário reforça a ideia de que a cidade de Silent Hill não é apenas um local físico, mas uma manifestação psicológica que pode surgir em qualquer lugar sob condições traumáticas específicas.
Tecnicamente, Townfall representa a mudança mais radical da série em anos ao adotar integralmente a perspectiva em primeira pessoa. A escolha visa aumentar a sensação de claustrofobia e vulnerabilidade, permitindo que os desenvolvedores explorem horrores que se escondem nos pontos cegos do jogador. Embora o combate com armas improvisadas, como pedaços de madeira e canos, esteja presente, a furtividade é apresentada como a mecânica de sobrevivência primordial. Uma das grandes novidades apresentadas é o CRTV, um televisor portátil que Simon carrega para detectar frequências instáveis e silhuetas de inimigos ocultos na névoa. O dispositivo atua como uma evolução moderna do rádio clássico da franquia, transformando os avisos sonoros em pistas visuais enigmáticas. Com lançamento confirmado para PlayStation 5 e PC ainda em 2026, Silent Hill: Townfall tenta equilibrar a inovação técnica com o espírito opressor que consagrou a franquia há décadas.
