Ofensiva Total: Nintendo emite notificações de remoção em massa contra novos emuladores de Switch

Ofensiva Total: Nintendo emite notificações de remoção em massa contra novos emuladores de Switch

Gigante japonesa utiliza o DMCA para atingir projetos como Eden e Citron, em uma manobra que analistas interpretam como proteção preventiva ao futuro Switch 2.


A Nintendo iniciou, nesta semana de fevereiro de 2026, uma nova e agressiva fase em sua batalha legal contra a emulação. Através de notificações baseadas na Lei de Direitos Autorais do Milênio Digital (DMCA), a empresa exigiu que o GitHub remova os repositórios de praticamente todos os principais emuladores de Switch ainda em atividade. Entre os alvos confirmados estão os projetos Eden e Citron, populares no PC, além do Kenji-NX e MeloNx, que lideram o cenário de emulação em dispositivos móveis. Esta não é uma ação isolada, mas sim a continuidade de uma estratégia que começou com a derrubada do Yuzu e do Ryujinx em 2024. O diferencial da investida atual é a abrangência: a Nintendo parece decidida a eliminar não apenas os grandes nomes, mas também projetos menores e “forks” (cópias derivadas) que surgiram das cinzas dos emuladores anteriores.

Até o momento, os desenvolvedores do Eden confirmaram publicamente o recebimento das notificações, e embora muitos repositórios ainda constem como online, a expectativa é de que sejam removidos nas próximas horas.

O argumento das chaves criptográficas e a fuga para o privado

No centro da disputa jurídica está o argumento da Nintendo de que esses softwares contornam Medidas de Proteção Tecnológica (TPM). A empresa alega que, embora os emuladores não forneçam os jogos (ROMs) ou as chaves de segurança (PROD.KEYS) nativamente, a existência do código facilita a pirataria em escala industrial. Por outro lado, os desenvolvedores defendem que o software em si é uma ferramenta de preservação legal, cabendo ao usuário a responsabilidade de extrair os arquivos de seu próprio hardware original. Antecipando o bloqueio iminente no GitHub, plataforma que pertence à Microsoft e costuma acatar rapidamente tais ordens, diversas equipes de desenvolvimento já começaram a mover seus códigos para servidores privados e plataformas descentralizadas. Projetos como o Citron e o Eden já possuem espelhos de seus repositórios fora do alcance direto da Nintendo, o que torna a eliminação total do código tecnicamente impossível, embora dificulte o acesso de usuários menos experientes e aumente o risco de versões maliciosas circularem em sites não oficiais.

Para analistas da indústria, a agressividade da Nintendo em 2026 possui um alvo secundário, mas fundamental: o sucessor do console atual. Com o anúncio do Nintendo Switch 2 consolidado para este ano, a empresa busca “limpar o terreno” tecnológico. Como o novo console deve compartilhar arquiteturas similares às do modelo original, a evolução natural dos emuladores de Switch 1 poderia acelerar drasticamente o desenvolvimento de ferramentas capazes de rodar os jogos da nova geração. Ao remover esses projetos agora, a Nintendo não apenas combate a pirataria de títulos atuais, mas também atrasa o progresso de engenharia reversa que beneficiaria a emulação do futuro hardware. A mensagem da companhia é clara: o período de tolerância para softwares que replicam seu ecossistema terminou. Enquanto o mercado aguarda a revelação de novos exclusivos e do potencial técnico do Switch 2, a “Grande N” garante que o controle sobre sua propriedade intelectual permaneça o mais rígido possível, custe o que custar à comunidade de preservação.