Resident Evil: Requiem — Preview detalhado revela gameplay e dissimilaridades entre Grace e Leon

Resident Evil: Requiem — Preview detalhado revela gameplay e dissimilaridades entre Grace e Leon

Do terror psicológico à ação intensa: como Resident Evil: Requiem diferencia Grace e Leon em uma experiência dupla de gameplay


Em meio ao clima sombrio que antecede seu lançamento, Resident Evil: Requiem tem gerado uma expectativa que vai além do horror tradicional da franquia. Uma prévia exclusiva, baseada em sessões hands‑on com a próxima parte principal da série, expõe não apenas sequências de gameplay inéditas, mas também evidencia as diferenças marcantes entre as experiências de jogo oferecidas pelos protagonistas Grace Ashcroft e Leon S. Kennedy — um contraste que define a identidade de Requiem. 

Dualidade de Estilos: Horror Versus Ação

A Capcom parece estar ousando ao entregar, em um mesmo título, duas maneiras muito distintas de viver o apocalipse zumbi. De um lado, Grace — uma agente do FBI inesperadamente jogada no epicentro de um pesadelo biológico. Sua narrativa e gameplay são pensados para provocar tensão, medo e a sensação constante de vulnerabilidade. Com recursos escassos, armas limitadas e um inventário reduzido, a abordagem de Grace se aproxima do survival horror clássico visto em Resident Evil 2, em que cada bala e movimento precisam ser estrategicamente calculados. 

Leon, por sua vez, é o veterano endurecido pelo tempo, um combatente que já viu de tudo e que, nesta nova aventura, assume uma postura mais agressiva e confiante. Seu estilo de jogo lembra o ritmo frenético de Resident Evil 4, com combate direto, maior disponibilidade de armas e recursos e confrontos intensos que deixam o jogador no centro da ação. 

Esse duelo de atmosferas — medo prolongado versus ação imediata — é o coração do design de Requiem. A alternância entre os protagonistas não é apenas narrativa; é estrutural e mecânica, criando um ritmo que equilibra tensão e alívio, terror e catarse. 

Experiências Contrastantes em Mesmas Áreas

Um dos aspectos mais instigantes revelados na prévia é como Requiem reutiliza ambientes para distorcer a sensação de familiaridade. Jogar com Grace em uma ala assombrada de hospital resulta em uma experiência carregada de medo e incerteza, enquanto revisitar o mesmo espaço como Leon muda completamente a abordagem: salas antes evitadas agora podem ser enfrentadas com coragem e armamento pesado. Essa simulação de duas perspectivas distintas sobre o mesmo cenário reforça a narrativa dual e amplia a sensação de profundidade do mundo. 

Desenvolvimento e Escolhas de Design

De acordo com entrevistas recentes da equipe de Requiem, essa separação estilística foi uma decisão consciente dos desenvolvedores. Em vez de mesclar horror e ação em todas as cenas, a Capcom optou por construir momentos de horror intensos e, logo em seguida, permitir que o jogador respire com fases mais explosivas e orientadas ao combate, criando um ciclo emocional que honra tanto o legado de terror da série quanto suas raízes de ação cinematográfica. 

Esse design também se reflete nas perspectivas de câmera: por padrão, Grace tende a ser vivenciada em primeira pessoa, amplificando a imersão e o desconforto; Leon, por sua vez, é apresentado em terceira pessoa, favorecendo um campo de visão mais amplo e um senso de comando sobre os confrontos. 


Expectativas e Implicações

Resident Evil: Requiem promete, portanto, mais do que um capítulo convencional da saga, ele busca ser um experimento narrativo e mecânico que colide duas facetas fundamentais da franquia. Ao colocar nas mãos do jogador experiências tão divergentes, Capcom parece estar oferecendo uma reflexão sobre o que faz Resident Evil ser amado: a capacidade de manter o horror visceral vivo enquanto entrega momentos inesquecíveis de ação pura. 

O jogo está agendado para ser lançado em 27 de fevereiro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC. 

Fonte: IGN