Produção avança com novos detalhes, elenco jovem e um período histórico jamais explorado nos jogos
A aguardada adaptação de Assassin’s Creed pela Netflix finalmente começou a ganhar forma — e as primeiras informações apontam para um cenário ambicioso. Após a confirmação de Toby Wallace (Euphoria) como parte do elenco, fontes ligadas à produção indicam que a série deve se ambientar na Roma Antiga, um território completamente inédito até mesmo para os jogos da Ubisoft. Se confirmado, o projeto marcará a primeira vez que a franquia mergulha no império romano de forma oficial, abrindo espaço para explorar intrigas políticas, conspirações aristocráticas, cultos secretos e, claro, os conflitos entre Assassinos e Templários, que costumam permear todas as narrativas da saga.
Fontes internas sugerem que figuras históricas como o imperador Nero e o filósofo Sêneca terão papel direto na narrativa. Isso colocaria a história entre 54 e 68 d.C., período turbulento em que Nero governou. É uma era repleta de tensões políticas, incêndios devastadores, batalhas por poder e conflitos morais, elementos perfeitos para o tom conspiratório de Assassin’s Creed. A presença de Sêneca, mentor filosófico de Nero, abre margem para que a série trabalhe temas como manipulação, moralidade política e o impacto das ideias estoicas dentro do caos do império. Já Nero, conhecido por sua perseguição a opositores e por um reinado marcado pela teatralidade e paranoia, pode servir como antagonista direto, indireto ou até peça manipulada por forças templárias. O personagem de Toby Wallace ainda não foi revelado, mas tudo indica que o núcleo central contará com vários personagens jovens, sugerindo um possível grupo de recrutas, aprendizes ou figuras que serão moldadas pelos eventos políticos e filosóficos da época.
Bastidores: quem comanda a adaptação
A série reúne nomes experientes no comando. Robert Patino (DMZ) e David Wiener (Halo) assumem a função de showrunners e produtores executivos, prometendo um equilíbrio entre drama político, ação coreografada e construção aprofundada de mundo. Do lado da Ubisoft, participam diretamente do desenvolvimento:
- Gerard Guillemot
- Margaret Boykin
- Austin Dill
- Genevieve Jones
A equipe ainda conta com Matt O’Toole, figura conhecida dentro da franquia. Esse envolvimento direto da Ubisoft indica que a série deve seguir a linha mais moderna da empresa: narrativas densas, reconstrução histórica rigorosa e integração sutil com a mitologia maior da franquia (Primeira Civilização, Pieces of Eden e toda a cosmologia construída desde 2007).
Assassin’s Creed: uma franquia moldada por eras
Desde o primeiro jogo, lançado em 2007, a marca Assassin’s Creed cresceu apoiada sobre dois pilares: viagens históricas autênticas e uma metanarrativa futurista que conecta todos os protagonistas através da memória genética acessada por máquinas como o Animus. A jornada começou com Altair, na Terceira Cruzada, e ao longo de quase duas décadas passou por:
- Renascença Italiana
- América Colonial
- Antigo Egito
- Grécia Antiga
- Era dos Piratas
- Revolução Francesa
- Inglaterra Vitoriana
- Japão Feudal (no mais recente Codename Red)
Mesmo com tantas épocas exploradas, a Roma Antiga sempre permaneceu como um dos períodos mais pedidos pelos fãs e um dos maiores potenciais inexplorados da Ubisoft. A entrada da Netflix nesse cenário abre portas para expandir essa linha do tempo de maneiras inéditas, com liberdade criativa além dos limites dos jogos.
A produção está programada para iniciar as gravações no início de 2026, na Itália, sugerindo que a série buscará locações reais para dar autenticidade às paisagens romanas. É possível que regiões próximas ao Coliseu, ao Fórum Romano e a áreas históricas sejam usadas para reconstruir, com fidelidade, o ambiente da era neroniana. A escolha pela Itália reforça o compromisso da Netflix e da Ubisoft em entregar uma série de grande escala e indica que o projeto deve seguir o padrão das produções premium da plataforma, com foco em ambientação rica, fotografia cinematográfica e efeitos visuais de alto nível.
