Análise aponta que a arquitetura do console da Microsoft pode lidar melhor com a nova tecnologia de upscaling da AMD em determinados cenários
Uma análise recente do canal Moore’s Law Is Dead levantou uma possibilidade curiosa para o futuro da atual geração: o Xbox Series X pode acabar entregando melhor qualidade de imagem que o PlayStation 5 em alguns jogos quando o AMD FSR 4.1 chegar aos consoles. A discussão gira em torno da próxima evolução da tecnologia de upscaling da AMD, que deve expandir suporte para GPUs RDNA 2, arquitetura utilizada tanto no PS5 quanto nos consoles Xbox Series. Embora os jogos multiplataforma normalmente apresentem diferenças mínimas entre os sistemas, o avanço de técnicas modernas de reconstrução de imagem pode começar a alterar esse equilíbrio.
O principal fator técnico apontado na análise é a capacidade INT8 de cada console, métrica importante para operações relacionadas a IA e algoritmos modernos de upscaling. Segundo os números citados, o Xbox Series X alcança cerca de 48,6 TOPS, enquanto o PS5 base opera próximo de 20,6 TOPS. Para comparação, o PlayStation 5 Pro chegaria a aproximadamente 300 TOPS, enquanto o Xbox Series S ficaria em torno de 16 TOPS. Na prática, isso significa que o Series X poderia executar o FSR 4.1 com maior qualidade visual ou melhor eficiência de desempenho em determinados modos gráficos. A expectativa, porém, está longe de sugerir uma revolução comparável ao salto prometido pelo PSSR 2 do PS5 Pro.
“Não acho que será enorme, mas acho que existe a possibilidade do Xbox Series X rodar um modo de qualidade superior do FSR 4.1 em comparação com o PS5”, afirmou Moore’s Law Is Dead.
Segundo o analista, isso poderia representar uma vantagem concreta para o console da Microsoft ao longo de 2027, presumindo que a atualização realmente seja implementada. Outro ponto que pode favorecer o ecossistema Xbox está nas ferramentas de desenvolvimento. Relatos de estúdios sugerem que o SDK da Microsoft possui suporte mais atualizado para versões recentes do FSR, enquanto a Sony teria reduzido o ritmo de atualização por volta do FSR 2.2. Caso isso seja verdade, a implementação do FSR 4.1 pode acabar sendo mais simples e eficiente no ambiente Xbox.
Mesmo assim, o cenário não coloca o PS5 em desvantagem crítica. O console da Sony ainda deve conseguir rodar a tecnologia sem grandes dificuldades. A própria existência do FSR funcionando em dispositivos mais modestos, como o Steam Deck, demonstra que o hardware do PS5 continua plenamente capaz de aproveitar técnicas modernas de reconstrução de imagem. O contexto também ajuda a explicar por que essas tecnologias se tornaram tão importantes. Com a próxima geração aparentemente mais distante do que em ciclos anteriores, Sony e Microsoft precisam encontrar maneiras de prolongar a relevância dos consoles atuais. Recursos como FSR, PSSR e frame generation funcionam justamente como ferramentas para manter qualidade visual competitiva sem exigir hardware totalmente novo.
No fim, a análise reforça algo que já vem se tornando claro nesta geração: o futuro do desempenho nos consoles não depende apenas de força bruta tradicional. Ferramentas de reconstrução de imagem, IA e eficiência de software estão começando a pesar tanto quanto o próprio hardware.
Fonte: Wccftech
