A Sony oficializa a evolução de sua tecnologia de reconstrução de imagem via inteligência artificial, utilizando algoritmos de precisão variável para consolidar o hardware premium como o padrão de fidelidade em 2026.
A Sony Interactive Entertainment deu o passo mais significativo para a afirmação técnica do PlayStation 5 Pro ao lançar globalmente a versão 2.0 do PlayStation Spectral Super Resolution (PSSR). Esta atualização (que ocorre estrategicamente neste final de fevereiro de 2026) introduz uma biblioteca de reconstrução de imagem baseada em redes neurais que operam com o que a engenharia da companhia define como “precisão variável”. Na prática, o sistema monitora a complexidade gráfica de cada quadro em milissegundos, realocando recursos de processamento para estabilizar a performance exatamente nos pontos onde o hardware tradicional encontraria gargalos de renderização.
O movimento não é apenas uma resposta técnica às tecnologias de PC (como o DLSS da Nvidia), mas uma tentativa deliberada de automatizar a otimização de jogos, reduzindo a carga de trabalho dos estúdios e garantindo que o selo “PS5 Pro Enhanced” entregue uma experiência visual que justifique o alto investimento no console de elite.

Resident Evil Requiem: a vitrine técnica do PSSR 2.0
O lançamento de Resident Evil Requiem, que ocorre simultaneamente à atualização da tecnologia, serve como o “estudo de caso” definitivo para as capacidades do PSSR 2.0. Pela primeira vez em um console, a Capcom conseguiu entregar o ambicioso modo 4K a 60 FPS com Ray Tracing completo ativado. Análises técnicas preliminares, incluindo avaliações da Digital Foundry, indicam que a nova IA elimina artefatos visuais persistentes (como o efeito de “flicker” em folhagens e ruídos em superfícies reflexivas) que eram comuns em upscalers de primeira geração. O jogo utiliza uma resolução interna base levemente superior a 1080p, mas a rede neural do PSSR 2.0 reconstrói os detalhes com tal precisão que a imagem final apresenta uma nitidez comparável ao 4K nativo, mantendo a estabilidade de quadros mesmo nas sequências mais intensas do novo survival horror.
A chegada do PSSR 2.0 representa um reposicionamento estratégico vital para a Sony no meio do ciclo de vida desta geração. Ao integrar elementos do FSR 4 da AMD em sua solução proprietária, a empresa criou um sistema que não apenas beneficia novos lançamentos, mas que também será oferecido como um seletor de nível de sistema para substituir implementações antigas do PSSR em jogos já lançados. Esse nível de suporte técnico justifica o investimento no hardware “Pro” e estabelece as bases para o que veremos no futuro PlayStation 6. Para o mercado, o recado é claro: em 2026, a vantagem competitiva não reside apenas na potência bruta do silício, mas na sofisticação da inteligência artificial capaz de transformar dados brutos em experiências cinematográficas fluidas e visualmente impecáveis.
