Às vésperas de seu lançamento, a continuação do anime-soulslike divide opiniões entre entusiasmo e frustração técnica.
Desde o anúncio de Code Vein 2, a comunidade de fãs e a imprensa especializada aguardavam ansiosamente para ver se Bandai Namco conseguiria transformar o estilo único do primeiro jogo em algo ainda mais vigoroso e relevante no competitivo gênero Soulslike. À primeira vista, os números agregados por Metacritic — com 73 pontos, ligeiramente acima dos 70 do título original, sugerem um salto evolutivo modesto, mas perceptível nas bases do jogo.
Evolução jogável que agrada, mas sem revolucionar
A crítica especializada concorda de modo geral que Code Vein 2 melhora a fórmula de jogo em muitos aspectos. O sistema Blood Code, que permite trocar estilos de jogo sem penalidades, é considerado ainda mais flexível e profundo. O combate em si foi descrito como mais tático e fluido do que no original, e a adição de uma mecânica de manipulação temporal, em que ações no passado alteram o presente, aparece como um diferencial criativo que dá sabor ao design.
A atmosfera narrativa, embora menos críptica que a de outros nomes do gênero, agradou muitos testadores graças às cutscenes bem dirigidas e ao equilíbrio entre drama e ação, mesmo que ocasionalmente se incline demais para o melodrama. A trilha sonora e o visual em cel-shading também receberam elogios por intensificar o charme anime que caracteriza a série.
Os companheiros controlados por IA foram aprimorados, agindo de maneira mais inteligente e adaptando-se ao estilo de jogo de cada jogador, uma vitória em relação à sensação de “assistência básica” do primeiro título.
Trânsito pesado no terreno técnico
Apesar dos avanços louváveis no design e na narrativa, quase todas as análises coincidem: Code Vein 2 tropeça nos aspectos técnicos. Usuários e críticos relatam instabilidades de desempenho, especialmente na versão PS5, com quedas de quadro perceptíveis, carregamento tardio de texturas (pop-in) e engasgos frequentes, problemas ainda mais evidentes em áreas abertas.
Essa inconsistência no desempenho prejudica a imersão e, em muitos momentos, atrapalha diretamente o ritmo do gameplay, algo que, em jogos baseados em precisão e timing como os soulslikes, pode ser crítico.
Além disso, a sensação de mundos e masmorras repetitivos foi uma crítica recorrente. Embora o design tente incorporar elementos amplos e interconectados, muitos consideram que ele não alcança a profundidade exploratória dos gigantes do gênero.
Repetição, open world vazio e falta de coop
Problemas de variedade também ressurgem no que toca aos inimigos e aos cenários, que alguns críticos classificaram como reciclados ou visualmente “desertos” — ecoando comparações desfavoráveis com títulos como Elden Ring.
Outro ponto que desagrada parte da comunidade é a ausência de modo cooperativo online no lançamento, uma remoção que para muitos reduz o fator de replay social e a conexão emocional que o primeiro jogo proporcionava.
Panorama de notas e opiniões
A recepção global, refletida nas pontuações das análises reunidas, aponta para avaliações variando entre médias e boas, mas quase nunca entusiasmadas:
Alguns veículos, como TheSixthAxis, deram notas acima de 9/10, exaltando a personalidade própria e a ambição do jogo. Outros, como IGN, ficaram mais céticos, atribuindo cerca de 6/10 e observando que o jogo jamais sustenta completamente suas próprias ideias frente ao progresso do gênero. Há ainda reviews sugerindo que Code Vein 2 pode ser mais adequado para fãs dedicados do estilo — com ressalvas claras sobre seus defeitos técnicos e estruturais.
Potencial com ressalvas
Code Vein 2 surge como um título repleto de personalidade e ambição, um jogo que corre riscos criativos, adiciona mecânicas interessantes e amplia o núcleo de combate e narrativa. Porém, esses acertos frequentemente se chocam com limitações técnicas e escolhas de design que alienam parte dos jogadores tradicionais e modernizadores do gênero Soulslike.
Para os entusiastas que valorizam um sistema sólido de builds, um enredo com nuances e disposição para desafios, o jogo pode valer a pena, especialmente após possíveis atualizações pós-lançamento. Para quem busca refinamento técnico e inovação que rivalize com os gigantes do gênero, a experiência pode ficar aquém das expectativas iniciais.
Code Vein 2 será lançado em 30 de janeiro de 2026 para PS5, Xbox Series X/S e PC. Quem optar pela Edição Deluxe ou Ultimate poderá começar a aventura hoje mesmo graças ao Acesso Antecipado.
Fonte: Metacritic / IGN / TheSixthAxis
