Novo action RPG marca uma virada técnica na Game Freak, com visual mais realista, atmosfera sombria e ambição gráfica muito acima do padrão visto em Pokémon
Quando Beast of Reincarnation foi revelado oficialmente, foi como se Game Freak tivesse finalmente rompido com o visual que nós e o mundo associamos à franquia Pokémon. O novo action-RPG, marcado para o verão de 2026 no PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, não apenas surpreendeu por sua proposta narrativa e mecânicas, mas teve gráficos que impressionaram fãs e especialistas, deixando claro que o estúdio está mirando um padrão visual muito mais ambicioso do que em seus títulos anteriores.
Um mundo mais sério e visualmente maduro
O que imediatamente chama atenção em Beast of Reincarnation é a direção artística que abandona o traço cartunesco característico dos jogos de Pokémon. Em vez disso, o jogo adota uma estética mais realista e atmosférica, idealizada para refletir o tom pós-apocalíptico da história, que se passa no Japão no ano 4026, dominado pela corrupção e por criaturas hostis.
Segundo entrevistas recentes com o diretor Kota Furushima, essa escolha não foi apenas estética, mas uma decisão deliberada para combinar o visual com o contexto sombrio e desafiador do mundo do jogo. A intenção é comunicar com mais firmeza a gravidade da jornada de Emma e seu cão Koo, exigindo que o cenário e os detalhes gráficos acompanhem essa atmosfera de forma coerente.
Gráficos que “derretem” expectativas antigas
Uma das maiores diferenças entre Beast of Reincarnation e os jogos tradicionais de Pokémon está no uso de tecnologia e colaboração externa. Ao invés de trabalhar exclusivamente com a equipe interna, o desenvolvimento conta com parcerias de estúdios externos, ampliando as capacidades gráficas e técnicas do jogo, algo que tem impacto direto na qualidade do visual apresentado nos trailers e demos.
Enquanto os títulos recentes da série Pokémon muitas vezes foram criticados por tecnologia gráfica considerada aquém do potencial dos consoles modernos, principalmente em comparação com outros RPGs contemporâneos, Beast of Reincarnation parece elevar esse patamar ao mesclar ambientes dinâmicos, texturas detalhadas e design de criaturas e cenários mais complexos.
Combate e estilo visual integrados
O salto gráfico não serve apenas de enfeite: está profundamente ligado à experiência de jogo. O combate em tempo real, com movimentos fluídos e efeitos visuais marcantes, é reforçado por um design de mundo que enfatiza contraste, iluminação dramática e paisagens devastadas, elementos que criam uma estética visual que dialoga com o ritmo das batalhas e a narrativa emocional.
Além disso, a parceria de Emma com o cão Koo é refletida graficamente nos detalhes de animação e no cenário, criando um senso de ligação emocional que vai além do simples combate. Cada ambiente parece contar parte da história, desde florestas corrompidas até cidades em ruínas, algo raramente visto em jogos do estúdio até hoje.
Visual ambicioso sem perder foco na jogabilidade
Apesar do salto técnico, os desenvolvedores afirmam que o foco principal continua sendo a experiência como um todo, e não apenas impressionar com visuais. Furushima destacou que gráficos e desempenho são ferramentas que existem para servir à jogabilidade e à narrativa, e que a equipe está investindo tempo em otimização e ajustes para equilibrar tudo.
Expectativas e impacto na reputação do estúdio
Se Beast of Reincarnation entregar tudo o que promete, um mundo visualmente marcante, combate refinado e uma ambientação que equilibra realismo e emoção, isso pode sinalizar uma nova era para Game Freak, ampliando sua reputação para além do universo Pokémon e mostrando que o estúdio pode competir com grandes nomes quando se trata de gráficos e ambição técnica.
Beast of Reincarnation está agendado para lançamento no verão de 2026 para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X/S, e promete ser um divisor de águas para Game Freak fora das pegadas coloridas e fofinhas dos mundos Pokémon.
Fonte: IGN
