Nova adaptação da franquia da Konami divide opiniões e recebe avaliações majoritariamente negativas da imprensa internacional
O filme Return to Silent Hill (no Brasil, Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno) não teve um começo animador entre os principais veículos especializados. A nova adaptação cinematográfica da clássica franquia de terror da Konami estreou no Metacritic com um Metascore de 30, indicando uma recepção amplamente negativa por parte da crítica internacional. No momento desta publicação, o longa soma seis análises registradas no agregador: três avaliações neutras, três negativas e nenhuma positiva. Já no Rotten Tomatoes, o filme ainda não possui críticas suficientes para gerar uma média oficial, mas a tendência é que o desempenho seja semelhante ao observado no Metacritic.
Críticas apontam problemas de direção, roteiro e atuações
As avaliações publicadas até agora indicam um consenso claro: Return to Silent Hill falha em capturar o impacto emocional e narrativo do material original, especialmente de Silent Hill 2, jogo que inspira livremente o filme.
A IGN, que atribuiu nota 50, afirmou que o longa não chega a ser o pior filme da franquia, mas também não consegue oferecer nada que os jogos já não façam de forma muito superior. Em linha semelhante, The Seattle Times também deu nota 50, reconhecendo que, apesar de estar longe da qualidade do jogo, ainda existe conteúdo suficiente para justificar uma nova visita à cidade amaldiçoada. Já avaliações mais duras vieram de veículos como The Guardian, que concedeu nota 40 e criticou o diretor Christophe Gans por, mesmo após duas décadas, não conseguir traduzir a linguagem dos games para o cinema de forma eficiente, resultando em um ritmo confuso e pouco envolvente.
A Collider foi ainda mais severa, com nota 30, destacando direção fraca, atuações consideradas ruins e um mundo que carece de peso e presença, especialmente pelo uso excessivo de computação gráfica. Para o site, a adaptação transforma uma das histórias mais marcantes do survival horror em algo visualmente feio e narrativamente desajeitado. Na mesma faixa, a Total Film também atribuiu nota 30. Apesar de reconhecer o esforço em criar uma atmosfera e apresentar criaturas visualmente interessantes, o veículo criticou a trama confusa, os efeitos visuais inconsistentes e as performances exageradas, afirmando que o filme acaba sendo tão divisivo quanto a primeira adaptação de Silent Hill, lançada há 20 anos.
A avaliação mais baixa veio da Slant Magazine, com nota 12. Segundo a publicação, o filme abandona completamente a complexidade psicológica e a carga simbólica de Silent Hill 2, esvaziando aquilo que tornou a história original tão impactante.
Expectativa agora recai sobre a recepção do público
Com a crítica especializada claramente dividida, e majoritariamente negativa, resta agora observar como Return to Silent Hill será recebido pelo público, especialmente pelos fãs da franquia. Historicamente, adaptações de videogames costumam gerar uma discrepância considerável entre a avaliação da imprensa e a percepção dos jogadores, o que pode se repetir neste caso. O filme estreia nos cinemas brasileiros em 22 de janeiro, e a reação do público pode determinar se essa nova incursão cinematográfica em Silent Hill será vista como um fracasso definitivo ou apenas mais um capítulo controverso na longa história de adaptações de games para o cinema.
