Ubisoft demite 55 funcionários na Suécia em nova etapa de reestruturação

Ubisoft demite 55 funcionários na Suécia em nova etapa de reestruturação

Cortes atingem Massive Entertainment e Ubisoft Estocolmo, mas The Division 3 segue em desenvolvimento ativo


A Ubisoft segue avançando em seu amplo processo de reestruturação, iniciado após a parceria estratégica com a Tencent, e anunciou agora a eliminação de 55 cargos em seus estúdios suecos. As demissões afetam diretamente a Massive Entertainment e a Ubisoft Estocolmo, dois núcleos importantes dentro da estrutura europeia da companhia. Segundo informações do portal Game Industry, os cortes aconteceram após a Ubisoft implementar um programa de saída voluntária, que teve alguma adesão entre os funcionários. Ainda assim, a empresa avaliou que seriam necessárias “medidas adicionais” para alinhar sua estrutura aos planos futuros. A publisher reforça, no entanto, que as demissões não estão relacionadas ao desempenho comercial de seus jogos.

Apesar do impacto dos cortes, a Ubisoft fez questão de tranquilizar os fãs ao afirmar que o desenvolvimento de The Division 3 continua avançando normalmente, sob liderança da Massive Entertainment. Um produtor da empresa francesa chegou a declarar que o novo capítulo da franquia de RPG de ação “terá um impacto equivalente ao do primeiro The Division”, mesmo sem uma revelação oficial até o momento. A declaração sugere que a Ubisoft enxerga The Division 3 como um projeto estratégico de grande porte, capaz de reposicionar a franquia dentro do seu portfólio, especialmente após anos de mudanças internas e recepção mista de outros lançamentos.

Investimentos contínuos na engine Snowdrop

Além de The Division 3, a Ubisoft reafirmou seu compromisso com a engine Snowdrop, tecnologia proprietária utilizada em jogos como The Division e Avatar: Frontiers of Pandora. A equipe sueca segue envolvida em um “projeto tecnológico inovador”, descrito como fundamental para o futuro do motor gráfico da empresa. Esse movimento indica que, mesmo em meio a cortes, a Ubisoft pretende preservar áreas consideradas estratégicas, como tecnologia interna e ferramentas de longo prazo, essenciais para reduzir custos de licenciamento e manter autonomia criativa. A atual onda de demissões faz parte de uma reestruturação global mais ampla, intensificada após a parceria com a Tencent. A Ubisoft iniciou a transferência de algumas de suas franquias mais lucrativas para uma empresa terceirizada financiada pela gigante chinesa, um movimento que evidencia a busca por redução de custos, reorganização interna e maior eficiência operacional.

Essa estratégia tem sido interpretada pelo mercado como uma tentativa de estabilizar financeiramente a companhia após anos de resultados irregulares e adiamentos de projetos importantes. Os cortes na Suécia se somam a uma série de demissões recentes dentro da empresa. A Ubisoft Halifax, estúdio mobile responsável por Assassin’s Creed Rebellion, foi fechado recentemente, resultando na demissão de 71 funcionários. Em outubro do ano passado, a RedLynx, conhecida pela franquia Trials, também sofreu cortes de cerca de 60 posições. O cenário reforça que a Ubisoft atravessa um período sensível de transição, tentando equilibrar redução de custos, pressão de investidores e a necessidade de manter grandes franquias relevantes. Enquanto isso, projetos como The Division 3 surgem como apostas cruciais para o futuro da publisher.