Nova sequência de Dead Rising deve marcar retorno de Frank West em aventura ambientada em Hollywood

Nova sequência de Dead Rising deve marcar retorno de Frank West em aventura ambientada em Hollywood

Capcom aposta na nostalgia, reinventa a fórmula em estúdios de cinema e reacende expectativas após anos de hiato.


A franquia Dead Rising pode estar prestes a retornar com força total. Segundo uma reportagem do portal MP1st, a Capcom está desenvolvendo uma nova sequência que trará de volta Frank West, protagonista clássico do primeiro jogo, agora em uma história completamente ambientada em um complexo de estúdios cinematográficos de Hollywood. O projeto, ainda sem anúncio oficial, circula internamente sob o codinome “Rec”, nome que, por si só, já remete ao foco da série no uso da câmera e à atmosfera de filmagem. A publicação afirma que o desenvolvimento do jogo ocorre desde pelo menos 2023 e que o lançamento de Dead Rising Deluxe Remaster em 2024 teria servido como um teste de mercado — uma forma de medir a receptividade dos fãs antes de seguir adiante com um novo capítulo. O retorno de Frank, aliado ao cenário cinematográfico, sugere uma tentativa da Capcom de revisitar os elementos mais marcantes da franquia original, mas com um novo contexto narrativo capaz de revitalizar o universo após anos de silêncio.

Hollywood como prisão e palco do caos

O novo cenário promete ser um dos grandes diferenciais do projeto. De acordo com as informações do MP1st, a história se passa em um conjunto de estúdios de cinema completamente isolados do mundo exterior, onde um diretor excêntrico atua como antagonista. Este vilão transforma o local em um pesadelo cuidadosamente roteirizado: zumbis, desafios mortais e situações extremas são impostos a Frank West e outros sobreviventes como parte de sua obsessão por criar o “filme perfeito”. A estrutura fechada, que se tornou um dos pilares da franquia desde o primeiro jogo, será mantida. Assim como o shopping de Willamette serviu como um grande “labirinto” vivo, o estúdio cinematográfico funcionará como um cenário cheio de sets temáticos, corredores de produção, galpões, cenários falsos e áreas de filmagem — um prato cheio para o humor ácido e o caos criativo que definem Dead Rising.

A nova sequência também deverá recuperar vários elementos tradicionais que os fãs sentem falta há anos. Entre eles estão:

• Psicopatas, agora reinterpretados como enviados do diretor, atuando como mini-chefes com comportamentos excêntricos e batalhas memoráveis.

• Sobreviventes para resgatar, que dessa vez seriam atores e membros da equipe técnica escondidos nas dependências do estúdio.

• Sistema de tempo limitado, acoplado à ameaça do diretor de explodir todo o complexo caso seu “roteiro” não seja seguido.

• Armas improvisadas, incluindo combinações absurdas que marcaram o gameplay desde Dead Rising 2.

• Câmera fotográfica de Frank West, mantendo o foco em registrar o terror, o humor e o absurdo das situações.

A reportagem também sugere o retorno de Isabela, personagem essencial do primeiro jogo, que teria um papel na investigação de um novo vírus responsável pelo surto. A presença dela reforça ainda mais a ideia de que a Capcom pretende posicionar este novo Dead Rising como uma continuação direta do original, respeitando a cronologia e a base emocional já conhecida pelos fãs.

O eco do passado: o que teria sido Dead Rising 5?

Paralelamente às informações sobre o novo projeto, detalhes inéditos sobre o cancelado Dead Rising 5 vieram à tona. De acordo com a ex-desenvolvedora Marie Mejerwall, o título teria retornado às raízes da série, trazendo de volta os icônicos Psicopatas, ausentes em Dead Rising 4, o que gerou forte rejeição da comunidade. Mejerwall explicou que as batalhas seriam mais variadas e intensas, com inimigos distintos e confrontos elaborados. O jogo estava sendo produzido na Unreal Engine 5, o que representaria um salto significativo de tecnologia e escala. A desenvolvedora lamentou o cancelamento, destacando que a equipe estava empolgada com a direção do projeto.

A ausência dos Psicopatas em Dead Rising 4 foi um ponto amplamente criticado, já que esses antagonistas sempre funcionaram como momentos marcantes, misturando humor, bizarrice, violência exagerada e histórias pessoais trágicas. Para muitos fãs, eles são a alma da franquia — e o fato de tanto o projeto cancelado quanto o novo jogo “Rec” trazerem esse elemento de volta indica que a Capcom ouviu o feedback. O cancelamento de Dead Rising 5 ocorreu após o fechamento da Capcom Vancouver em 2018, deixando a franquia em uma espécie de limbo criativo. Desde então, nenhum título novo foi anunciado — até agora, com esse movimento interno que parece finalmente reacender a chama.


Se confirmada, a nova sequência representa uma tentativa clara da Capcom de revitalizar Dead Rising com respeito às origens, mas também com uma roupagem moderna. A ambientação em Hollywood, o antagonista excêntrico e o retorno de Frank West criam uma combinação que pode capturar tanto a nostalgia dos fãs quanto a curiosidade de novos jogadores. Até que haja um anúncio oficial, resta aguardar — mas os indícios apontam para um renascimento promissor. Se há algo que Dead Rising sempre soube entregar, é espetáculo. E desta vez, ao que tudo indica, o palco será literalmente cinematográfico.