Death Stranding 2: Kojima troca a dor da perda pela paternidade como novo foco emocional

Death Stranding 2: Kojima troca a dor da perda pela paternidade como novo foco emocional

Death Stranding 2: On the Beach, novo projeto de Hideo Kojima, chega ao PlayStation 5 em 26 de junho de 2025 e promete uma mudança significativa nos temas abordados em relação ao jogo original de 2019. Em entrevista à revista EDGE, o renomado criador japonês falou sobre as ideias centrais do título e como elas se distanciam de suas obras anteriores.

Ao longo de sua carreira, Kojima explorou profundamente a perda, especialmente a do pai, que teve grande impacto pessoal e criativo. Títulos como Metal Gear Solid refletiam essa dor, tratando de temas como luto, legado genético e superação de figuras paternas. Agora, no entanto, o autor opta por inverter essa lógica emocional em Death Stranding 2.

Uma história sob o olhar dos pais

Diferente de suas narrativas anteriores, onde o protagonista costumava representar a figura do “filho” enfrentando a ausência ou influência dos pais, Death Stranding 2 convida os jogadores a vivenciar a experiência do outro lado: como pais.

“Nos jogos de Metal Gear, eu falava sobre superar os pais. Death Stranding vai na direção oposta — aqui, você observa a criança sob a ótica de um pai.”

-explicou Kojima.

Essa mudança já era sugerida no primeiro jogo, através da relação entre Sam Porter Bridges e Lou (Louise), a bebê que o acompanha na jornada.

“Você acredita que conhece bem seu filho, mas há coisas que escapam. Em Death Stranding 2, essa dúvida ganha mais espaço. É como ser um pai adotivo que começa a perceber que há muito mais para descobrir sobre o próprio filho.”

-completou.

Kojima quer provocar, não agradar a todos

Enquanto a recepção inicial da sequência tem sido bastante positiva, Kojima mantém sua postura independente em relação ao apelo comercial da obra. Embora a Sony esteja satisfeita com os rumos do projeto, o criador deixa claro que não busca agradar ao público em massa.

“Claro, a Sony está contente, mas minha intenção não é criar um jogo que agrade 80% das pessoas, como fazem os grandes blockbusters”,

-comentou.
“Não estou interessado em atingir o mercado de massa ou em vender milhões de cópias. Meu foco está em provocar reflexões e causar impacto emocional, mesmo que isso gere controvérsia.”

Com essa abordagem mais íntima e autoral, Death Stranding 2 promete aprofundar ainda mais as conexões emocionais entre personagens e jogadores, focando em vínculos parentais e os dilemas que envolvem amar e cuidar de outro ser.

Fonte: GamesRadar