Jogos a US$100 na mira: veterano da Bethesda critica a subida de preços e propõe alternativas

Jogos a US$100 na mira: veterano da Bethesda critica a subida de preços e propõe alternativas

Ex-veterano da Bethesda alerta que preços de US$ 100 podem afastar jogadores e defende modelos mais flexíveis, com DLCs opcionais e foco no valor real da experiência.


Um dos temas mais quentes na indústria dos videogames neste início de 2026 é a crescente discussão sobre os preços dos jogos AAA, especialmente a possibilidade de grandes lançamentos chegarem ao consumidor com preço de US $100. Nesse debate, uma voz com experiência de peso se destacou: Nate Purkeypile, ex-Lead Artist da Bethesda — responsável por obras icônicas como The Elder Scrolls V: Skyrim. 

Crítica frontal ao possível preço de US $100

Purkeypile não se conteve ao comentar os rumores de que GTA 6 poderia bater esse valor na estreia: ele simplesmente afirmou que US $100 é “simplesmente demais” e que um valor tão alto pode alienar muitos jogadores em vez de trazer lucros aos estúdios. Para ele, mesmo os preços atuais de US $70/€79,99 para jogos AAA já são “no limite” e o jogador médio repensa a compra diante desses patamares. 

Ele ressalta que esse modelo de preços embora possa parecer atraente para equilibrar os custos de desenvolvimento gigantescos, não favorece a experiência do consumidor nem a sustentabilidade de longo prazo do mercado. 

Alternativas à simples elevação do preço

Em vez de adotar um valor fixo tão elevado, Purkeypile defende que os estúdios explorem outras formas de monetização que agreguem valor ao jogo sem penalizar o preço base. Entre as opções sugeridas estão:

  • DLCs e expansões opcionais, que estendam a vida útil dos jogos com conteúdo adicional, permitindo que o jogador pague apenas se quiser mais. 
  • Conteúdos adicionais premium, como itens cosméticos ou modos extras, que não estrangulem a experiência fundamental do jogo. 

Para ele, isso cria um equilíbrio em que o título principal continua acessível, enquanto os jogadores dispostos a gastar mais podem fazê-lo voluntariamente, gerando receita extra sem impor um preço “chocante” no lançamento. 

Outro ponto enfatizado por Purkeypile é o próprio comportamento dele, agora mais inclinado a olhar para títulos independentes. Ele acredita que jogos menores muitas vezes oferecem excelente valor pelo custo, e que muitos consumidores estão migrando para esse tipo de experiência justamente por conta da relação custo-benefício. 

Isso revela uma crítica mais profunda: não é apenas sobre “Quanto custa?”, mas sobre quanto valor o jogador sente que está recebendo. Se um jogo indie por US $30-US $40 entrega uma experiência densa e satisfatória, o argumento de um título AAA a US $100 se torna menos convincente, mesmo diante de orçamentos astronômicos de desenvolvimento. 

O que esse debate sinaliza para o futuro

A conversa sobre preços de jogos está longe de ser apenas sobre números: ela reflete tensões entre desenvolvimento custoso, expectativas dos jogadores e estratégias de mercado que ainda estão sendo testadas em 2026. Se GTA 6 ou outros lançamentos AAA realmente apostarem em preço recorde, isso pode definir uma nova referência industrial — para melhor ou para pior. Caso contrário, veremos mais vozes como a de Purkeypile ponderando soluções criativas que não penalizem a base de fãs nem corroam a confiança do público. 

Fonte: ESI