Vazamentos indicam que a Ubisoft está reformulando o combate para ser o mais dinâmico da franquia, trazendo o lendário Mentor italiano de volta para guiar uma nova protagonista feminina.
A Ubisoft está apostando suas fichas em Assassin’s Creed Hexe como o “divisor de águas” que a franquia necessita para recuperar seu prestígio global. Segundo informações reveladas por Tom Henderson, do Insider Gaming, em fevereiro de 2026, o projeto, ambientado na Europa Central durante as caças às bruxas do século XVI, tornou-se a prioridade absoluta da empresa após uma série de reestruturações internas. A recente saída do diretor criativo Clint Hocking (substituído por Jean Guesdon, veterano de Black Flag e Origins) não é vista como um sinal de crise, mas como um movimento estratégico para alinhar o jogo aos novos padrões de qualidade da recém-formada Vantage Studios, a divisão da Ubisoft dedicada exclusivamente à gestão da marca Assassin’s Creed. O objetivo é claro: entregar no Natal de 2027 uma experiência que rompa com a fórmula de RPG massivo e retorne a uma narrativa mais focada e sombria.
Inovação física: contorcionismo e o fim do combate “estático”
A maior promessa técnica de Hexe reside em uma reformulação completa do sistema de animação e combate. De acordo com Henderson, a Ubisoft Montreal contratou contorcionistas profissionais para sessões de captura de movimento (mo-cap), indicando que a protagonista, Elsa, possuirá uma agilidade corporal inédita na série. Essa escolha sugere um estilo de combate acrobático e visceral, afastando-se das trocas de golpes cadenciadas dos títulos anteriores. A intenção é criar uma movimentação fluida que se integre ao cenário gótico e sombrio da Alemanha seiscentista, onde o parkour e o combate devem refletir a tensão e a natureza “sobrenatural” que o tema da bruxaria impõe à jogabilidade. Para o mercado, essa evolução mecânica é vital para diferenciar Hexe de Assassin’s Creed Shadows, consolidando a transição da franquia para uma nova geração tecnológica.
O rumor mais impactante para a base de fãs é a possível aparição de Ezio Auditore da Firenze como mentor da nova protagonista. Embora as linhas temporais tradicionais apresentem desafios, já que Ezio faleceu em 1524 e a caça às bruxas intensificou-se no século XVII, as especulações sugerem o uso de Discos de Memória (vistos em Revelations) ou projeções da Primeira Civilização para viabilizar sua participação. Ezio seria o responsável por ensinar os fundamentos da Irmandade a Elsa, servindo como uma ponte emocional para atrair os jogadores veteranos de volta ao ecossistema. Analiticamente, a inclusão do personagem mais icônico da marca em um projeto de 2027 é uma jogada de marketing de alto calibre, visando garantir vendas recordes através da nostalgia, enquanto a Ubisoft tenta estabelecer um novo pilar narrativo linear e menos dependente de elementos de RPG.
