Moon Studios ataca Xbox: Thomas Mahler prevê “missão suicida” para nova CEO

Moon Studios ataca Xbox: Thomas Mahler prevê “missão suicida” para nova CEO

Criador de Ori afirma que Asha Sharma assumiu um barco afundando e que a marca precisa de decisões brutais para não ser descartada pela Microsoft.


Thomas Mahler, o polêmico e franco CEO da Moon Studios, voltou a disparar contra a estratégia da Microsoft Gaming em fevereiro de 2026. Em uma análise impiedosa sobre a nomeação de Asha Sharma como nova líder da divisão, Mahler não mediu palavras: para ele, as chances de fracasso da nova executiva são “ridiculamente maiores” que as de sucesso. O desenvolvedor descreveu a posição de Sharma como um trabalho exaustivo e ingrato, comparando a liderança do Xbox a assumir o comando de um capitão em um navio que já começou a submergir. O cerne da crítica de Mahler é financeiro e estratégico.

Ele questiona abertamente por que a Microsoft, uma empresa de capital aberto com divisões trilionárias como o Azure, ainda mantém o Xbox em seus registros. Segundo Mahler, após um investimento colossal de 80 bilhões de dólares em aquisições, a marca ainda não entregou sucessos transformadores que justifiquem o aporte. Ele aponta que o Game Pass, antes visto como a salvação da indústria, estagnou em 30 milhões de assinantes, uma fração da meta original de 100 milhões, e que nem mesmo a chegada de Call of Duty ao serviço foi a “bala de prata” esperada pela diretoria.

O preço da sobrevivência: “Cabeças precisam rolar”

Para Mahler, a sobrevivência do Xbox depende de uma mudança radical de postura que pode tornar Asha Sharma impopular no curto prazo. Ele defende que a nova CEO precisa ter coragem para tomar decisões drásticas e punitivas contra a mediocridade. “Quando estúdios internos falham em entregar resultados, cabeças precisam rolar”, afirmou o CEO da Moon Studios, sugerindo que a tolerância da Microsoft com projetos que não definem gêneros ou que entregam qualidade “abaixo do excepcional” deve acabar imediatamente. O desenvolvedor argumenta que a estratégia de “ouvir os acionistas” falhou e que a única saída é voltar a ouvir os jogadores, que se sentem ignorados pela marca há anos. Na visão de Mahler, o público tem gritado o que deseja, jogos robustos, exclusivos de peso e uma identidade clara de hardware, mas a Microsoft teria se perdido em métricas de serviços que não se traduziram em paixão ou liderança de mercado.

Apesar do tom pessimista, Mahler encerrou seu desabafo com uma nota de esperança pragmática. Ele acredita que o Xbox tem agora uma “chance histórica” de virar a mesa, mas apenas se focar em lançar títulos que sejam referências absolutas na indústria. Para o criador de Ori, o mercado de games como um todo sofre quando não há uma competição forte, e uma Xbox enfraquecida apenas diminui o nível de excelência exigido das concorrentes Sony e Nintendo. O ultimato de Mahler é claro: qualquer coisa abaixo da perfeição técnica e criativa nos próximos dois anos selará o destino da divisão dentro da Microsoft. Se Asha Sharma não conseguir entregar os “jogos que definem gerações” que o hardware promete, o navio continuará afundando até que a gigante de Redmond decida, finalmente, cortar suas perdas e focar apenas onde o lucro é garantido.