The Blood of Dawnwalker promete romances, mundo reativo e decisões com impacto real

The Blood of Dawnwalker promete romances, mundo reativo e decisões com impacto real

Novo RPG dos ex-diretores de The Witcher 3 aposta em sistema dinâmico de antagonista e narrativa vampírica para preencher o vazio deixado por Geralt


The Blood of Dawnwalker, RPG em desenvolvimento pela Rebel Wolves e dirigido pelos irmãos Konrad e Mateusz Tomaskiewicz, conhecidos pelo trabalho em The Witcher 3, promete trazer mudanças relevantes para o gênero de mundo aberto. Com lançamento previsto para 2026, o jogo surge como uma alternativa de peso enquanto os fãs aguardam por The Witcher 4, apostando em identidade própria e sistemas mais reativos. Durante uma entrevista concedida à New Game + Showcase, Mateusz Tomaskiewicz confirmou a presença de um dos elementos mais apreciados pelos jogadores de RPG narrativo: romances. Segundo o desenvolvedor, será possível construir relacionamentos ao longo da jornada.

Assim como Geralt podia se envolver com personagens como Yennefer ou Triss, o protagonista vampiro Coen também terá opções românticas que se desenvolvem de acordo com as escolhas do jogador. O grande diferencial de The Blood of Dawnwalker, no entanto, está no seu sistema de mundo dinâmico. O antagonista Brencis não será apenas uma figura distante na narrativa, mas um personagem ativo que reage diretamente às ações do jogador. À medida que Coen se torna mais conhecido ou ameaça o poder estabelecido, Brencis ajusta sua estratégia para conter essa influência. Essas reações incluem o aumento da presença de soldados, bloqueio de rotas importantes, imposição de edictos e até restrições severas dentro da cidade. O objetivo é criar um mundo verdadeiramente responsivo, onde o jogador perceba claramente as consequências de suas decisões, não apenas em diálogos ou finais alternativos, mas na própria estrutura do mapa e da jogabilidade.

Inspiração em Metal Gear Solid V

Tomaskiewicz explicou que esse sistema foi parcialmente inspirado na mecânica de vingança vista em Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, onde inimigos se adaptavam às táticas do jogador. A diferença, segundo ele, é que em The Blood of Dawnwalker essa adaptação tem um peso narrativo mais pessoal, diretamente ligado ao antagonista e ao contexto da história. Os chamados edictos de Brencis foram pensados para “alterar e transformar a jogabilidade do mundo aberto”, fazendo com que cada decisão tomada pelo jogador reverbere de forma concreta no ambiente, nos desafios e na forma como a história se desenrola.

Outro elemento central do jogo será sua estrutura temporal. Os jogadores terão 30 dias e 30 noites para concluir a campanha principal, o que adiciona uma camada extra de pressão e planejamento. Esse limite reforça a importância das escolhas, já que não será possível ver tudo em uma única jogada. Com uma proposta que mistura romance, decisões difíceis, um mundo vivo e uma narrativa vampírica focada em consequências reais, The Blood of Dawnwalker se posiciona como um dos RPGs mais ambiciosos do período pós-The Witcher 3, buscando não apenas herdar seu legado, mas reinterpretá-lo com novas ideias e sistemas mais profundos.