Rockstar vence primeira batalha legal contra ex-funcionários em processo trabalhista ligado a GTA 6

Rockstar vence primeira batalha legal contra ex-funcionários em processo trabalhista ligado a GTA 6

Juíza rejeita pedido de liminar e estúdio reafirma defesa de suas ações, enquanto disputa judicial segue aberta


Um tribunal trabalhista no Reino Unido virou o primeiro campo de batalha formal na crescente disputa entre Rockstar Games e um grupo de ex-funcionários demitidos em 2025, em meio a uma polêmica que mistura acusações de vazamento de informações confidenciais e de possível tentativa de repressão a organização sindical. 

Pedido de liminar negado — o que aconteceu

Na audiência preliminar realizada em Glasgow, a juíza Frances Eccles recusou o pedido dos ex-desenvolvedores de obter um direito provisório de pagamento de salários e reintegração imediata enquanto o processo segue para julgamento, conhecido como interim relief ou tutela provisória. 

Segundo o tribunal, os trabalhadores não conseguiram demonstrar que tinham “uma chance bastante boa de sucesso” nas alegações principais do caso, um requisito essencial para que uma liminar desse tipo fosse concedida antes do julgamento completo. 

Com isso, os 31 funcionários afetados permanecem sem pagamentos retroativos ou garantias de retorno ao emprego enquanto a disputa legal continua. 

Rock­star mantém sua narrativa

Em resposta à decisão, um porta-voz da Rockstar afirmou que o estúdio “acolhe” a determinação da juíza, dizendo que ela está alinhada com a posição que a empresa sustentou desde o início do processo. 

A empresa reconheceu que lamenta ter chegado a um ponto em que as demissões foram consideradas necessárias, mas reforçou que mantém sua justificativa de que os desligamentos se deram por violação de políticas internas de confidencialidade e segurança de informações sensíveis, e não por motivos ligados à organização sindical. 

As acusações e a versão dos ex-funcionários

Do outro lado, o sindicato Independent Workers of Great Britain (IWGB) sustenta que os desligamentos ocorreram em retaliação ao interesse dos funcionários em se organizar coletivamente, o que configuraria uma conduta antissindical proibida pelas leis trabalhistas britânicas. 

O sindicato também critica a falta de processos internos adequados antes das demissões, como reuniões formais, investigações transparentes e oportunidade de recurso, e diz que a Rockstar teria monitorado canais privados de comunicação, incluindo um servidor no Discord, para identificar participantes que apoiavam a sindicalização. 

Embora a liminar tenha sido negada, a própria IWGB reconheceu que essas ordens estão entre as mais difíceis de conseguir antes de um julgamento principal, e que a decisão do tribunal não indica o resultado final do caso. 

O que vem pela frente

O processo agora caminha para a próxima fase: o julgamento completo, onde as alegações de ambos os lados serão examinadas com maior profundidade. Se os ex-funcionários conseguirem provar que foram vítimas de demissões injustas ou discriminatórias, isso poderá ter implicações importantes para as práticas de gestão e relações trabalhistas dentro de uma das maiores desenvolvedoras de jogos do mundo. 

Enquanto isso, GTA 6 continua com sua data de lançamento prevista para 19 de novembro de 2026, sem alterações divulgadas oficialmente relacionadas a esse litígio. 

Fonte: IGN