Code Violet estreia com recepção negativa e preocupa início de 2026 para exclusivos do PlayStation

Code Violet estreia com recepção negativa e preocupa início de 2026 para exclusivos do PlayStation

Primeiro exclusivo de PS5 do ano é duramente criticado pela imprensa e levanta questionamentos sobre sua execução e escolhas criativas


O ano de 2026 mal começou e o primeiro jogo exclusivo do PlayStation 5 já enfrenta uma recepção bastante turbulenta. Code Violet, que chega oficialmente ao console da Sony em 10 de janeiro, vem sendo alvo de críticas severas por parte da imprensa especializada, sinalizando um começo pouco animador para a linha de exclusivos da plataforma neste novo ciclo. Desenvolvido pela TeamKill Media, Code Violet marca a estreia do PS5 em 2026 no campo dos exclusivos. O jogo coloca o jogador no controle de Violet Sinclair, uma viajante do tempo enviada para investigar um complexo misterioso tomado por dinossauros hostis.

A premissa imediatamente remete a clássicos do survival horror, especialmente Dino Crisis, influência que o próprio título assume sem rodeios, tanto no conceito quanto na ambientação. A ideia de unir viagens temporais, exploração e criaturas pré-históricas tinha potencial para atrair fãs do gênero, especialmente em um cenário carente de jogos desse tipo nos últimos anos. No entanto, segundo as análises iniciais, a execução ficou aquém do esperado.

Críticas duras desde as primeiras análises

As primeiras reviews começaram a ser publicadas antes mesmo do período de acesso antecipado, e o panorama não é positivo. Até o momento, apenas dois veículos divulgaram análises completas do jogo, PushSquare e IGN, e ambos chegaram à mesma conclusão: nota 4/10. No PushSquare, o jornalista John Cal McCormick define Code Violet como um projeto ambicioso no papel, mas inconsistente na prática. Ele aponta problemas de ritmo, falta de refinamento nos sistemas centrais e dificuldades em sustentar a tensão ao longo da campanha. Segundo a análise, o jogo parece prometer mais do que realmente entrega. A IGN foi ainda mais incisiva em sua avaliação. Jarrett Green criticou diretamente o sistema de tiro em terceira pessoa, descrito como impreciso e pouco satisfatório, além do design repetitivo dos cenários, que não aproveita o potencial da ambientação.

Problemas técnicos, como bugs e quedas de desempenho, também foram citados como fatores que comprometem seriamente a experiência geral. Apesar do desempenho fraco junto à crítica, é importante destacar que Code Violet não é um jogo desenvolvido internamente pela Sony. A empresa não teve participação direta na produção, e a exclusividade no PS5 ocorreu por decisão da própria TeamKill Media, não como resultado de um acordo de desenvolvimento first-party. Segundo o estúdio, a opção por não lançar o jogo no PC está ligada a preocupações específicas com a comunidade de mods. A desenvolvedora afirmou temer a criação de conteúdos considerados inadequados envolvendo a protagonista, algo que, na visão da equipe, poderia desvirtuar a proposta narrativa do jogo.


Mesmo não representando diretamente os estúdios internos da Sony, Code Violet acaba carregando o peso simbólico de ser o primeiro exclusivo do PlayStation em 2026. Sua recepção negativa levanta questionamentos sobre critérios de exclusividade e sobre a curadoria de lançamentos associados à marca PlayStation. Ainda assim, o ano está apenas começando, e a Sony possui outros projetos de maior porte previstos para os próximos meses. Resta saber se Code Violet será apenas um tropeço isolado ou um sinal de alerta para decisões futuras envolvendo exclusividades no ecossistema do PS5.